Interdição de ponte na BR-174B gera filas de 24 horas e prejudica transporte de cargas em MT

A interdição total da ponte Milton Guilherme, localizada sobre o Rio Guaporé na BR-174B, em Vila Bela da Santíssima Trindade, tem gerado severos transtornos logísticos e prejuízos financeiros para o setor de transporte de cargas em Mato Grosso. Caminhoneiros que trafegam pela região relatam esperas que chegam a 24 horas para realizar a travessia do rio via balsa, após o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) identificar novos problemas estruturais na travessia principal.
A medida de fechamento, adotada por tempo indeterminado, visa garantir a segurança dos usuários enquanto o DNIT executa reparos emergenciais para a recuperação e o reforço da estrutura. Como solução paliativa para o fluxo de veículos leves, foi instalada uma ponte provisória de madeira, porém o acesso é restrito a veículos com peso bruto inferior a 30 toneladas.
Para os veículos pesados que excedem esse limite, a única alternativa disponível é a utilização de uma balsa. O serviço, contudo, opera em horário restrito, das 07h às 17h, o que tem estrangulado o fluxo na rodovia e gerado filas quilométricas. A lentidão no processo de transbordo é o principal motivo das reclamações dos motoristas, que veem seus prazos de entrega comprometidos.
Além do impacto direto aos transportadores, a situação acende um alerta para o setor produtivo regional. Produtores rurais manifestaram preocupação com o possível atraso na entrega de insumos essenciais para a safra e a consequente elevação dos custos do frete, fatores que podem impactar a economia local. Esta não é a primeira vez que a ponte apresenta problemas; em setembro, o tráfego já havia sofrido restrições parciais para veículos pesados.
Até o momento, não há uma data oficial para a reabertura da ponte Milton Guilherme. O DNIT reiterou que as obras seguem em caráter de urgência e que qualquer atualização sobre as condições de trafegabilidade e o funcionamento das estruturas provisórias será comunicada por meio de seus canais oficiais de informação. Enquanto a solução definitiva não ocorre, motoristas e produtores dependem da logística precária das balsas para manter o escoamento da região.
Fonte: G1 Mato Grosso
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