Integrantes do MST ocupam sede do Incra em Cuiabá para cobrar agilidade em processos de reforma agrária

Integrantes do MST ocupam sede do Incra em Cuiabá para cobrar agilidade em processos de reforma agrária

Um grupo de aproximadamente 200 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou, na manhã desta terça-feira (13), a sede da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), localizada em Cuiabá. A mobilização visa pressionar o Governo Federal por celeridade em processos de reforma agrária que, segundo a organização, impactam diretamente mais de 500 famílias em Mato Grosso.

De acordo com a coordenação estadual do movimento, a permanência no prédio é por tempo indeterminado, condicionada à apresentação de respostas concretas por parte do Incra e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O foco central das reivindicações é a finalização do processo de desapropriação da Fazenda Santa Cecília, em Nova Olímpia. Embora a área tenha sido decretada para fins de reforma agrária pela Presidência da República no início deste ano, o movimento alega que o pagamento da indenização ao proprietário — etapa necessária para o assentamento das famílias — ainda não foi efetuado.

Em resposta oficial, o Incra informou que mantém um canal de diálogo aberto com as lideranças e que as demandas apresentadas estão sendo analisadas conforme as normas técnicas e administrativas da autarquia. Em nota, o órgão declarou: "A maioria das reivindicações mencionadas – algumas com mais de 15 anos – foi devidamente analisada e encaminhada pela Superintendência à sede do Incra, em Brasília, para aprovação final, conforme os trâmites previstos pela autarquia". A instituição lamentou a ocupação, ressaltando que os processos seguem o fluxo regular.

Além do caso de Nova Olímpia, a pauta de reivindicações inclui a agilização de acordos judiciais referentes às fazendas Aratuba e Guiratinga, localizadas em Juscimeira e Guiratinga, e a desapropriação da Fazenda Carolina, em Nortelândia. O MST também solicita a liberação de recursos para cursos de graduação via Pronera na UFMT e a discussão sobre linhas de crédito para assentamentos já existentes.

A agenda dos manifestantes prevê reuniões com representantes políticos e autoridades do setor agrário para tentar destravar os processos. O movimento reforça que algumas famílias aguardam por uma solução fundiária há cerca de 16 anos e que, até o momento, não houve a criação de novos assentamentos no estado dentro da atual gestão federal.

Fonte: G1 Mato Grosso

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