Influenciadora digital é presa em Mato Grosso suspeita de falso exercício da advocacia e estelionato

A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou, nesta segunda-feira (3), a prisão preventiva da influenciadora digital Kamila Gonçalves Vieira, popularmente conhecida como "Rapunzel Cuiabana", no município de Primavera do Leste. A ação faz parte da Operação Fallacia, que investiga a prática de estelionato envolvendo a simulação de serviços jurídicos durante um processo de partilha de bens. Além da prisão, as autoridades cumpriram mandados de busca e apreensão na residência da investigada, resultando no recolhimento de documentos, cartões, um aparelho celular e um veículo de luxo.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste, a influenciadora, que conta com mais de 40 mil seguidores em suas redes sociais, é suspeita de se passar por advogada para ludibriar uma vítima em meio a um acordo de divórcio. O inquérito aponta que ela teria orientado o homem a realizar transferências financeiras que, teoricamente, seriam destinadas à ex-esposa dele. No entanto, os valores teriam sido desviados para contas da própria suspeita e de terceiros vinculados a ela.
Um dos pontos centrais da investigação refere-se a uma caminhonete entregue pela vítima. Segundo a polícia, Kamila teria convencido o homem de que o veículo precisava ser retirado da partilha oficial de bens para ser preservado. O automóvel, contudo, nunca foi devolvido e acabou sendo localizado e apreendido pelos agentes durante a operação no bairro Buritis II. O caso segue sob sigilo para que o material apreendido seja analisado e para verificar a existência de outros possíveis cúmplices ou vítimas do esquema.
Vale ressaltar que esta não é a primeira vez que a influenciadora enfrenta problemas com a justiça. Em 2021, Kamila foi detida sob a acusação de furtar mobiliários e objetos de valor de residências alugadas. Na ocasião, as vítimas relataram o desaparecimento de eletrodomésticos, joias e até pedras preciosas, chegando a organizar grupos em aplicativos de mensagens para identificar os itens subtraídos. Até o fechamento desta edição, a defesa da investigada não havia se manifestado sobre as novas acusações.
Fonte: G1 Mato Grosso
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