Influenciadora digital é presa em Mato Grosso suspeita de aplicar golpes e se passar por advogada

A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou a prisão preventiva da influenciadora digital Kamila Gonçalves Vieira, conhecida nas redes sociais como "Rapunzel Cuiabana", durante a Operação Fallacia, deflagrada na última segunda-feira (3). A suspeita, que acumula mais de 40 mil seguidores, é investigada por uma extensa ficha criminal que inclui 66 boletins de ocorrência registrados desde 2018, abrangendo crimes como estelionato, injúria e difamação.
De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Honório Delta, a influenciadora foi localizada em um estabelecimento comercial no bairro Buritis II, em Primavera do Leste. O histórico policial aponta que Kamila atuava de forma cíclica, aplicando golpes e deixando a cidade temporariamente para evitar a ação das autoridades. "Ela é multirreincidente em estelionato. Aqui em Primavera, desde 2022, temos inúmeros boletins de ocorrência em que ela aparece como suspeita. Ela tem o costume de se passar por advogada", destacou a autoridade policial.
O caso que culminou em sua prisão envolve a suposta usurpação da profissão de advogada. Kamila teria convencido um homem em processo de divórcio a transferir cerca de R$ 30 mil, alegando que os valores seriam destinados ao pagamento de pensão alimentícia. Para manter o controle sobre a vítima, ela teria forjado documentos judiciais e ameaçado o homem com falsos mandados de prisão. Além do prejuízo financeiro, a suspeita teria se apropriado de uma caminhonete Hilux, sob o pretexto de proteger o patrimônio da partilha de bens. O veículo foi recuperado pelos agentes durante a operação.
A Polícia Civil ressaltou que o comportamento da investigada visava sustentar um padrão de vida luxuoso em bairros nobres, custeado por práticas ilícitas contra diversos setores, incluindo clínicas odontológicas e proprietários de imóveis. Em 2021, Kamila já havia sido detida em flagrante em Cuiabá por estelionato. Vítimas chegaram a organizar grupos de comunicação para compartilhar informações sobre os golpes e relataram ter sofrido ameaças ao tentar reaver bens subtraídos. A defesa da influenciadora não se manifestou até o fechamento desta reportagem.
Fonte: G1 Mato Grosso
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