Impasse burocrático impede remoção de corpo e causa sofrimento a família em Cuiabá

Impasse burocrático impede remoção de corpo e causa sofrimento a família em Cuiabá

Uma família residente no bairro Jonas Pinheiro, em Cuiabá, enfrenta momentos de profunda angústia e dificuldades burocráticas após o falecimento de Kennidy Rodrigues Arruda, de 39 anos. O homem morreu de causas naturais na noite de terça-feira (24), mas o corpo permaneceu no sofá da residência até esta quarta-feira (25) devido a entraves na emissão da declaração de óbito e na remoção do cadáver.

O impasse teve início quando a irmã da vítima, Jane Rodrigues, ao perceber que Kennidy passava mal, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Contudo, a ausência de um documento de identidade oficial com foto — dispondo a família apenas do número do CPF — impediu que o atendimento fosse devidamente registrado nos sistemas oficiais, dificultando a emissão imediata do atestado de óbito. O falecimento foi formalmente registrado às 18h48, mas a falta de identificação civil travou os procedimentos seguintes.

Diante da situação, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esclareceu, por meio de nota, que a responsabilidade pela remoção e necropsia em casos de morte natural cabe ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Saúde (SES). A Politec informou que foi necessária a presença de uma equipe para realizar a coleta de impressões digitais, etapa essencial para a identificação oficial e posterior prosseguimento dos trâmites fúnebres.

Enquanto aguardavam a resolução do problema, os familiares e amigos conviveram com o sofrimento de manter o corpo na sala da casa. Relatos de pessoas próximas indicam que foi necessário o uso de ventiladores no ambiente devido ao estado de decomposição do corpo, que já apresentava sinais de inchaço. A principal preocupação dos parentes é a redução do tempo disponível para as cerimônias de despedida e o velório, em virtude da demora causada pela burocracia estatal. Até o fechamento desta reportagem, a Secretaria Estadual de Saúde não havia se manifestado sobre o atraso no atendimento da ocorrência.

Fonte: G1 Mato Grosso

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