Imagens revelam cronologia de polêmica envolvendo bilhete premiado de R$ 29 milhões em Mato Grosso

Imagens revelam cronologia de polêmica envolvendo bilhete premiado de R$ 29 milhões em Mato Grosso

Um complexo imbróglio jurídico em Sinop, no norte de Mato Grosso, ganhou novos contornos com a divulgação de imagens que detalham a cronologia de um suposto furto de um bilhete premiado da Mega-Sena, no valor de R$ 29 milhões. O caso, ocorrido em 2023, envolve uma ex-funcionária de uma casa lotérica e seu marido, acusados pelo proprietário do estabelecimento de se apropriarem indevidamente do comprovante vencedor. A defesa da trabalhadora, por outro lado, sustenta que o bilhete pertencia a ela, uma vez que eventuais erros de impressão são descontados dos salários dos operadores.

As imagens do circuito interno, que integram o processo judicial, registram o passo a passo desde a emissão da aposta. No dia 12 de agosto de 2023, a operadora atendeu uma cliente e imprimiu um bilhete que apresentou uma falha no corte do código de barras. Seguindo o protocolo, ela emitiu um novo comprovante para a cliente, mas o bilhete defeituoso — que continha as dezenas sorteadas — permaneceu no local. Pelas normas da Caixa Econômica Federal, apostas simples de R$ 6 não podem ser estornadas, o que gerou o conflito sobre a posse do papel.

A sequência visual mostra que, após o sorteio, a funcionária e uma colega conferiram os números e celebraram a vitória dentro da lotérica. Registros do dia 14 de agosto mostram o momento em que a operadora retira o bilhete de um armário (descrito pela acusação como cofre), guarda-o em sua carteira pessoal e deixa o estabelecimento após se despedir da colega. A investigação foi formalmente iniciada após a funcionária pedir demissão e reivindicar o prêmio milionário.

O dono da lotérica argumenta que, como o bilhete não foi cancelado e permaneceu na loja, ele integra o patrimônio da empresa. Já a defesa da ex-funcionária contesta veementemente a acusação de furto. "Naquele dia ela pegou o bilhete e teve que cobrir o caixa. Ninguém está esperando que vai ganhar, então ela guardou o bilhete em um baú da lotérica, não é cofre, e voltou no dia seguinte e pegou", afirmou o advogado de defesa, ressaltando que a cliente não sofreu prejuízo, pois recebeu um novo bilhete.

A Caixa Econômica Federal não se manifestou sobre o caso até o momento. Enquanto o processo tramita na Justiça, a ex-funcionária nega qualquer irregularidade. O desfecho da ação determinará se o prêmio de R$ 29 milhões deve ser destinado à trabalhadora ou ao proprietário da unidade lotérica.

Fonte: G1 Mato Grosso

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