Idoso é encontrado morto em condomínio de Cuiabá que enfrenta impasse judicial e ameaça de despejo

Um idoso de 72 anos, identificado como Álvaro Carvalho dos Santos, foi encontrado sem vida na noite da última quinta-feira (16), em um dos apartamentos do Residencial Minas, localizado na Rua Barão de Melgaço, em Cuiabá. O corpo foi localizado pela Polícia Civil em estado de decomposição dentro de um dos quartos do imóvel. A ocorrência foi atendida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que agora conduz as investigações sobre as circunstâncias do falecimento.
O trágico episódio ocorre em um momento de extrema tensão para os moradores da localidade. O Residencial Minas integra um complexo habitacional que inclui também os residenciais Villa das Minas e Lavras do Sutil I e II, totalizando 496 unidades distribuídas em 31 blocos. O empreendimento é alvo de um processo de falência que se arrasta na Justiça desde 2003, colocando mais de 300 famílias sob o risco iminente de despejo.
De acordo com informações da Trunk Gestão Empresarial, responsável pelo processo decorrente do arremate das unidades, cerca de 30% dos atuais ocupantes formalizaram acordos para permanecerem no local. A empresa alega que buscou negociar com os demais moradores, porém, as tratativas não avançaram com a totalidade das famílias envolvidas na disputa judicial.
No entanto, um novo desdobramento jurídico trouxe um alento temporário à comunidade nesta sexta-feira (17). A ordem de despejo que pesava sobre as centenas de famílias foi oficialmente suspensa pelo Poder Judiciário. A decisão favorável aos moradores ocorreu após uma intervenção direta da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que encaminhou um pedido formal à Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) solicitando a revisão da medida.
A suspensão da reintegração de posse garante que as famílias permaneçam em suas residências enquanto o complexo imbróglio jurídico é analisado com maior cautela pelas autoridades competentes. Enquanto isso, a DHPP aguarda exames periciais para determinar a causa da morte de Álvaro Carvalho dos Santos, em um caso que comoveu os vizinhos já fragilizados pela incerteza habitacional.
Fonte: G1 Mato Grosso
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