Homem é preso em Rondonópolis suspeito de estupro de vulnerável contra o sobrinho

Um homem de 41 anos foi detido pela Polícia Militar na última sexta-feira (10), em Rondonópolis, sob a acusação de abuso sexual contra o próprio sobrinho, uma criança de apenas 11 anos. O crime foi revelado após a vítima telefonar para a mãe e relatar que o tio teria invadido seu quarto durante a madrugada, forçando um beijo e praticando atos libidinosos. O suspeito, que apresentava sinais de embriaguez, chegou a confessar o ato para a família antes de ser contido por populares.
De acordo com o boletim de ocorrência, a criança explicou que não denunciou o abuso imediatamente por sentir profundo temor. Ao ser confrontado pela mãe da vítima, o homem reagiu de forma agressiva, o que desencadeou uma revolta entre familiares e vizinhos. O suspeito foi alvo de agressões físicas, incluindo socos, chutes e golpes de capacete, resultando em ferimentos visíveis pelo corpo.
Quando a guarnição da Polícia Militar chegou à residência, encontrou o indivíduo caído ao solo com lesões nas costelas e no rosto. Diante do estado de saúde do homem, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e realizou o encaminhamento para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Após receber os cuidados médicos necessários e obter alta, o suspeito foi conduzido à 1ª Delegacia de Polícia para os procedimentos cabíveis.
A autoridade policial informou que o detido já possui um histórico criminal extenso. Seus antecedentes incluem registros por ameaça, lesão corporal, difamação e injúria, com passagens datadas de 2021 e registros recentes previstos para o ano corrente. A polícia destacou que, devido ao estado físico do suspeito após a contenção popular, ele foi transportado sem o uso de algemas, uma vez que não oferecia risco de fuga ou resistência no momento da prisão.
O caso agora está sob a responsabilidade da Polícia Civil, que conduzirá as investigações para apurar todos os detalhes do crime e garantir a devida responsabilização jurídica do autor. A criança deverá receber acompanhamento especializado após o trauma sofrido.
Fonte: G1 Mato Grosso
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