Homem é detido em Mato Grosso suspeito de utilizar arma de airsoft contra animais

Um homem de 37 anos foi detido pela Polícia Militar em Nova Mutum, a 242 km de Cuiabá, sob a suspeita de utilizar uma arma de airsoft para ferir animais domésticos e abater aves silvestres. A ação policial ocorreu na última quinta-feira (6), após denúncias de moradores que relataram ter ouvido disparos nas proximidades de uma lixeira, onde três gatos foram encontrados com ferimentos graves. O equipamento utilizado foi apreendido e encaminhado para perícia técnica.
De acordo com o boletim de ocorrência, a guarnição foi acionada após testemunhas presenciarem o sofrimento dos animais. Uma moradora de 47 anos relatou que, logo após ouvir estampidos vindos da direção da residência do suspeito, encontrou os felinos feridos. Vídeos gravados no local mostram um dos animais dentro de uma lixeira e outro caído ao solo. O tutor de um dos gatos também confirmou ter ouvido os disparos antes de encontrar seu animal de estimação machucado.
Ao ser questionado pelos policiais, o suspeito admitiu a posse do equipamento de airsoft, apresentando voluntariamente a arma e a respectiva nota fiscal. Contudo, diante dos relatos e da evidência dos ferimentos nos animais, o objeto foi confiscado para investigação. Além do episódio recente envolvendo os felinos, uma testemunha afirmou possuir registros em vídeo que mostram o homem preparando o armamento em ocasiões anteriores, coincidindo com o aparecimento de aves mortas na vizinhança.
O estado de saúde dos animais mobilizou cuidados veterinários urgentes. Segundo os relatórios médicos, o gato de maior porte sofreu uma perfuração no tórax e precisou passar por cirurgia. Outro felino apresentava duas perfurações no pescoço, enquanto o terceiro animal foi diagnosticado com choque hipovolêmico por intoxicação, embora não apresentasse marcas de tiros.
O indivíduo foi conduzido à Central de Flagrantes para prestar esclarecimentos. É importante ressaltar que a legislação brasileira prevê penas rigorosas para crimes de maus-tratos, abuso ou violência contra cães e gatos, podendo resultar em reclusão de dois a cinco anos, além de multa. O caso agora segue sob a responsabilidade da Polícia Civil, que analisará as provas audiovisuais fornecidas pelas testemunhas para concluir o inquérito.
Fonte: G1 Mato Grosso
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