Governo de Mato Grosso assegura operação do BRT em Cuiabá até o fim de 2024 e projeta expansão para o Coxipó

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, reafirmou o compromisso da gestão estadual com a modernização da mobilidade urbana na Região Metropolitana. Em declaração recente, o chefe do Executivo garantiu que o sistema de BRT (Bus Rapid Transit) entrará em operação até o final deste ano no trecho que conecta o Aeroporto Marechal Rondon à região do CPA, em Cuiabá. Além disso, Pivetta projetou que a segunda etapa do modal, que percorrerá a Avenida Fernando Corrêa da Costa até o Coxipó, será finalizada em um prazo de 12 meses após o início dos trabalhos.
Para viabilizar o funcionamento do novo sistema, o governo trabalha na estruturação da Agência Metropolitana, que será responsável pela gestão do transporte coletivo. O cronograma prevê a publicação do edital para a aquisição de ônibus elétricos até meados de julho, com a meta de que a frota completa esteja operando plenamente até 2026. O governador enfatizou seu envolvimento direto na entrega do projeto: "É um compromisso do Otaviano Pivetta. Empenho minha palavra, meu histórico e minha honra para cumprir esse compromisso", declarou.
Ao abordar os atrasos registrados na primeira fase, o governador explicou que o problema decorreu de dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa inicialmente contratada. Segundo ele, a construtora possuía as qualificações técnicas necessárias, mas perdeu fôlego durante a execução. Para evitar uma longa disputa judicial que paralisaria as frentes de trabalho, o Estado negociou a saída da empresa. "A empresa tinha um currículo muito bom, cumpriu todos os requisitos legais, mas entrou em dificuldade e começou a marcha lenta. Nós começamos a notificar", explicou Pivetta, assegurando que as próximas licitações terão regras mais rígidas.
O gestor também aproveitou para reiterar as críticas ao antigo projeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), herdado de gestões anteriores para a Copa de 2014, classificando-o como inadequado e inviável, o que justificou a substituição pelo BRT. Paralelamente, Pivetta defendeu a construção do Parque Novo Mato Grosso, esclarecendo que o empreendimento possui orçamento e contratos independentes das obras de mobilidade. O parque é projetado como um centro multiuso para esporte e lazer, com capacidade para sediar eventos internacionais e fomentar o turismo e o bem-estar da população mato-grossense.
Fonte: G1 Mato Grosso
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