Funcionária de empresa de internet é presa em flagrante por desvio de pagamentos em Mato Grosso

Funcionária de empresa de internet é presa em flagrante por desvio de pagamentos em Mato Grosso

Uma funcionária de 25 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil na última segunda-feira (25), em Primavera do Leste, sob a acusação de desviar pagamentos de clientes de uma empresa de tecnologia para suas contas pessoais. A suspeita, que atuava no setor de caixa de um provedor de internet, utilizava o acesso privilegiado ao sistema para encobrir as transações irregulares e manter o fornecimento de sinal para clientes que, formalmente, constavam como inadimplentes.

A investigação teve início após a gerência da empresa notar inconsistências no fluxo de caixa. O monitoramento interno revelou que diversos usuários com faturas em atraso continuavam com o serviço de internet ativo. Ao ser questionada inicialmente pela supervisão, a funcionária alegou que havia liberado o sinal sob a promessa de pagamentos futuros. No entanto, a farsa foi descoberta quando a empresa contatou um cliente com quatro mensalidades pendentes; o consumidor apresentou comprovantes de quitação que estavam emitidos diretamente em nome da funcionária.

Com o aprofundamento da auditoria interna, a gerente da unidade identificou que os valores eram transferidos tanto para a conta bancária da própria suspeita quanto para a conta do seu marido. De acordo com os registros, a prática criminosa era recorrente, tendo ocorrido inclusive um desvio no exato dia da operação policial. Diante da gravidade dos fatos, agentes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) deslocaram-se até a residência da investigada, onde efetuaram a prisão.

Em sede de depoimento às autoridades policiais, a mulher confessou a autoria dos desvios. Ela relatou que deu início ao esquema fraudulento em novembro de 2024, mas afirmou não ter conhecimento do montante total subtraído da empresa ao longo dos meses. O caso segue sob investigação para apurar a extensão do prejuízo financeiro causado e a possível participação de terceiros nas transações bancárias. A suspeita permanece à disposição da Justiça e responderá pelos crimes pertinentes à fraude e apropriação indébita no ambiente de trabalho.

Fonte: G1 Mato Grosso

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