Feto utilizado em laboratório didático é localizado durante reforma em antiga escola de Cuiabá

Um feto humano conservado em um recipiente de vidro foi localizado durante a noite de segunda-feira (6) nas dependências da antiga Escola Estadual Nilo Póvoas, situada no bairro Bandeirantes, em Cuiabá. O edifício, que encerrou suas atividades pedagógicas em janeiro de 2020, está atualmente passando por um processo de limpeza e reformas estruturais. O achado mobilizou as forças de segurança e órgãos de perícia para esclarecer a origem do material.
De acordo com as informações fornecidas pela Polícia Militar, o recipiente foi encontrado por funcionários que realizavam a manutenção do local. Após o acionamento da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), as análises preliminares indicaram que o feto não possuía relação com fatos criminosos recentes. Segundo os peritos, o material biológico integrava o antigo laboratório de ciências da instituição, sendo utilizado exclusivamente para fins didáticos e estudos biológicos com os estudantes.
Após a análise técnica no local, o feto foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos de praxe. A Polícia Civil de Mato Grosso deverá instaurar uma investigação para apurar as razões pelas quais esse material pedagógico foi deixado para trás e não devidamente recolhido ou descartado após o fechamento oficial da unidade de ensino pela Secretaria de Estado de Educação.
O prédio da Escola Nilo Póvoas tem sido objeto de discussões administrativas recentes. Em agosto de 2025, foi anunciado que a Prefeitura de Cuiabá e o Governo do Estado firmaram um acordo de cooperação técnica. Com a transferência da gestão para o município, o plano é transformar o antigo imóvel em um complexo especializado para o atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), abrangendo desde crianças até adultos.
O fechamento da escola, em 2020, gerou manifestações por parte da comunidade escolar, que protestou contra o fim das atividades da unidade. Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Cuiabá não havia se manifestado oficialmente sobre o episódio da localização do material didático no edifício.
Fonte: G1 Mato Grosso
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