Farmácia em Cuiabá sofre terceiro furto em menos de um mês com foco em medicamentos de alto custo

Uma farmácia situada na região dos Florais, em Cuiabá, tornou-se alvo recorrente da criminalidade ao registrar o terceiro furto em um intervalo inferior a 30 dias. Na madrugada desta terça-feira (13), o estabelecimento foi novamente invadido por criminosos que focaram na subtração de medicamentos de alto valor utilizados para o tratamento de obesidade e diabetes, além de equipamentos de informática indispensáveis para a operação da unidade.
De acordo com as informações fornecidas pela Polícia Civil, a ação criminosa foi executada por dois indivíduos que mantiveram os rostos cobertos durante toda a incursão. Para acessar o interior da loja, os suspeitos arrombaram as portas de aço e de vidro, demonstrando um padrão de atuação já observado em incidentes anteriores. O crime foi constatado pelo supervisor da unidade no início da manhã, que prontamente acionou a gerência e as autoridades competentes.
O inventário das perdas revela que os invasores subtraíram medicamentos análogos ao GLP-1, que necessitam de armazenamento refrigerado, além de quatro CPUs que estavam instaladas nos balcões de atendimento. Este episódio soma-se a uma preocupante sequência de ataques contra o mesmo endereço. No dia 26 de setembro, a farmácia já havia sido invadida, ocasião em que foram levados 11 computadores e diversos fármacos de alto custo, como Mounjaro, Ozempic e Wegovy. A primeira ocorrência desta série foi registrada pouco antes, no dia 18 de setembro.
A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf) assumiu a investigação do caso. Os agentes trabalham com os dados dos levantamentos de estoque realizados após cada invasão e analisam os danos causados à estrutura física e aos equipamentos do local. A recorrência dos crimes em um curto período — três vezes em menos de um mês — destaca a vulnerabilidade do estabelecimento diante da ação coordenada de grupos voltados ao mercado ilegal desses medicamentos específicos. As autoridades agora buscam identificar os responsáveis e entender se há uma conexão direta entre as três invasões sucessivas.
Fonte: G1 Mato Grosso
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