Família contesta versão de engasgo e afirma que fiel morreu de mal súbito em Cuiabá

A família de Danielle Santos Rissi, de 40 anos, manifestou-se publicamente para esclarecer as circunstâncias de seu falecimento, ocorrido no último sábado (2), em Cuiabá. Por meio de nota divulgada em redes sociais, os parentes refutaram a versão inicial de que a morte teria sido causada por um engasgo, afirmando que Danielle foi vítima de um mal súbito. O posicionamento familiar busca corrigir as informações preliminares que circularam logo após o incidente em uma instituição religiosa.
De acordo com os registros iniciais da Polícia Civil, a suspeita era de que a fiel teria sofrido uma asfixia mecânica ao se engasgar com um chiclete durante um culto no bairro Santa Cruz. Contudo, o atestado de óbito emitido pelo Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) apresenta uma conclusão distinta, registrando o falecimento como “morte súbita, morte natural de causa indeterminada”. Em entrevista, a irmã da vítima demonstrou surpresa com a hipótese de engasgo, afirmando que a família desconhece a origem de tal informação.
A Polícia Civil, ao ser questionada sobre a divergência, esclareceu que os dados divulgados anteriormente foram baseados estritamente no boletim de ocorrência lavrado no momento dos fatos. Para sanar as dúvidas e determinar com precisão científica o que levou ao óbito, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) informou que o laudo pericial oficial tem um prazo de conclusão de até 10 dias.
O trágico episódio ocorreu durante uma celebração na igreja Assembleia de Deus Nova Aliança. Segundo o relato policial, Danielle apresentou dificuldades respiratórias, sendo prontamente socorrida por fiéis que acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Durante o deslocamento para o hospital, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória. Apesar das intensas manobras de reanimação realizadas pelos socorristas e pela equipe médica do HMC, Danielle não resistiu.
Em meio à dor, a família clama por privacidade. “Ela deixa esposo e dois filhos, que estão sofrendo profundamente com sua ausência. Pedimos, acima de tudo, respeito ao luto da nossa família”, declarou a irmã. A comunidade religiosa também prestou homenagens, descrevendo-a como “uma verdadeira mulher de Deus, que deixa um legado de fé, amor e uma linda história de vida”.
Fonte: G1 Mato Grosso
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