Estudante de Direito denuncia agressões e ameaças de policiais militares em residência na capital

Estudante de Direito denuncia agressões e ameaças de policiais militares em residência na capital

Uma estudante de Direito, identificada como Thainá Alves, denunciou ter sofrido agressões físicas e ameaças por parte de policiais militares durante uma abordagem dentro de sua residência, localizada no Bairro Novo Horizonte, em Cuiabá. O episódio, ocorrido no último domingo (9), foi registrado na Delegacia da Mulher após a jovem relatar o caso em suas redes sociais. Segundo a vítima, a ação resultou em ferimentos em seu rosto e causou profundo abalo psicológico a ela e aos seus familiares.

De acordo com o relato de Thainá, os fatos tiveram início quando ela foi despertada por sons de tiros na rua. Ao observar a movimentação, notou viaturas e policiais no quintal de sua casa. Os agentes alegaram que indivíduos suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas teriam fugido para o interior da propriedade. Ao tentar colaborar com a equipe e abrir a porta, a estudante afirma ter sido recebida com violência extrema.

"Fui surpreendida por um policial com uma arma na minha cabeça e falou que era para botar a mão na cabeça. [...] Ele bateu na minha mão, tirou meu celular e foi me batendo, me estapeando até chegar dentro de casa", declarou a jovem ao g1. No interior do imóvel, as agressões teriam continuado, acompanhadas de ameaças de forjar um flagrante por tráfico de drogas caso ela não fornecesse nomes de supostos suspeitos. Thainá relatou ter recebido tapas no rosto que causaram cortes internos em sua boca.

A violência foi presenciada pelo filho pequeno da estudante e por sua avó. Segundo a vítima, a postura dos policiais só foi alterada quando ela informou que seu pai é sargento da Polícia Militar. Após essa declaração, os agentes deixaram a residência. Thainá buscou socorro médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e tratamento odontológico para a lesão labial.

Em nota oficial, a Polícia Militar de Mato Grosso confirmou que a Corregedoria-Geral recebeu a denúncia nesta terça-feira (11). A instituição garantiu que um procedimento administrativo foi instaurado para identificar os envolvidos e investigar os fatos com rigor. A PMMT reiterou que não tolera abusos de autoridade ou condutas criminosas por parte de seus membros. Devastada, a estudante expressou temor por sua segurança e de sua família.

Fonte: G1 Mato Grosso

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