Elefanta Baby inicia viagem de 1,9 mil km rumo a santuário em Mato Grosso

A elefanta asiática Baby, de 34 anos, iniciou uma jornada histórica rumo à liberdade. Após décadas vivendo em regime de cativeiro, o animal está sendo transportado de Santa Catarina para a Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, onde passará a residir no Santuário de Elefantes Brasil (SEB). O percurso de mais de 1.900 quilômetros é monitorado minuciosamente por uma equipe especializada, que respeita o ritmo da elefanta, garantindo paradas estratégicas para alimentação, hidratação e descanso.
Baby nasceu na Flórida, nos Estados Unidos, em 1992, e possui um histórico de vida marcado por apresentações em circos antes de ser levada ao parque Beto Carrero World. Agora, a transferência representa o início de uma nova fase focada exclusivamente em seu bem-estar. De acordo com o SEB, a elefanta demonstrou uma rápida adaptação à caixa de transporte e tem se mostrado curiosa e comunicativa durante o trajeto. "A equipe responsável pelo transporte já está na estrada e acompanha a elefanta em tempo integral", informou a instituição.
Ao chegar em solo mato-grossense, Baby passará por um período inicial de isolamento em uma área reservada. Essa etapa é necessária para a realização de exames clínicos solicitados pela Justiça e para uma adaptação gradual ao novo ambiente. Nesse espaço, ela terá, pela primeira vez em anos, a oportunidade de caminhar longas distâncias e interagir com outras moradoras do santuário por meio de estímulos sensoriais, como sons e odores, antes da integração total ao grupo.
A nova moradora se juntará a outras elefantas que já encontraram refúgio no santuário, como Maia, Rana, Mara, Bambi e Guillermina. Cada uma delas carrega histórias de superação após anos de exploração em circos e zoológicos. O Santuário de Elefantes Brasil reforça que o local não é aberto à visitação pública, visando garantir que os animais vivam de forma plena e sem o estresse da exibição humana. O público interessado pode acompanhar a rotina dos animais e apoiar a causa através das plataformas digitais e redes sociais da organização.
Fonte: G1 Mato Grosso
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