Defesa de investigada por abuso infantil em Sorriso solicita conversão de prisão para regime domiciliar

Defesa de investigada por abuso infantil em Sorriso solicita conversão de prisão para regime domiciliar

A defesa de Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos, protocolou junto ao Poder Judiciário um pedido de substituição da prisão preventiva por regime domiciliar. A jovem está detida desde o dia 29 de junho sob a acusação de produzir e compartilhar conteúdos de abuso sexual infantil. O objetivo da petição, segundo o advogado Walter Rapuano, é permitir que a investigada aguarde o desenrolar do processo fora da carceragem da delegacia de Sorriso, onde se encontra atualmente.

A investigação, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso, aponta que Tafnes teria enviado fotos e vídeos de teor ilícito ao empresário Fábio Serafim de Oliveira, de 42 anos. O empresário foi detido durante a Operação Puer Defensus, realizada em 15 de julho, após o depoimento da jovem e a análise técnica de dados de seu aparelho celular. A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão contra a esposa do empresário, que agora cumpre medidas cautelares.

Os argumentos apresentados pela defesa para a concessão da prisão domiciliar focam na primariedade da ré e nas condições de custódia. O advogado sustenta que Tafnes está há mais de um mês em uma cela de delegacia, situação classificada por ele como "degradante" devido ao déficit de vagas no sistema prisional feminino do estado. Como alternativa ao cárcere, a defesa propõe o recolhimento domiciliar integral, monitoramento por tornozeleira eletrônica e a proibição estrita de contato com qualquer pessoa ligada ao inquérito.

De acordo com as autoridades, a suspeita teria se aproveitado do acesso a crianças para gerar o material enviado ao empresário. Em sua linha de defesa, o advogado Walter Rapuano afirma que Tafnes teria sido aliciada por Fábio aos 16 anos, quando trabalhava para a família dele. A defesa alega que, posteriormente, o empresário teria passado a exigir o envio das imagens sob ameaça de cortar auxílio financeiro. "Como é um processo em segredo de Justiça e envolve crianças, são informações sensíveis. Eu não posso entrar em mais detalhes", pontuou o advogado.

Durante as buscas realizadas na operação, foram apreendidos computadores, dispositivos de armazenamento, armas de fogo e munições. O inquérito policial já foi finalizado e encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que deverá decidir sobre o oferecimento da denúncia criminal.

Fonte: G1 Mato Grosso

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