Declaração de deputado sobre licitação de hospital regional gera questionamentos em Mato Grosso

Declaração de deputado sobre licitação de hospital regional gera questionamentos em Mato Grosso

Uma declaração proferida pelo deputado estadual Valmir Moretto durante a cerimônia de assinatura da ordem de serviço para a construção do Hospital Regional de Pontes e Lacerda gerou debates sobre a lisura de processos licitatórios no estado. O episódio ocorreu nesta terça-feira (17), quando o parlamentar foi registrado em vídeo comentando os resultados dos certames em um diálogo com o governador Mauro Mendes.

Durante a interação, ao ser questionado sobre as empresas vencedoras das licitações para três obras que somam quase R$ 200 milhões, Moretto afirmou: "Duas, a Agrimat, e uma, a minha". A fala, captada por microfones abertos, rapidamente repercutiu em plataformas digitais, levantando questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse, uma vez que a legislação brasileira veda que parlamentares mantenham contratos com o poder público durante o exercício do mandato.

Em resposta à controvérsia, Valmir Moretto justificou que a utilização do termo foi um "vício de linguagem" decorrente de sua trajetória profissional no setor da construção civil. O deputado esclareceu que, embora tenha fundado a empresa vencedora, desligou-se totalmente da sociedade em 2018, antes de assumir seu posto na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em fevereiro de 2023. Em nota oficial, o parlamentar afirmou que "processos licitatórios são realizados com transparência e dentro dos critérios técnicos e legais", reiterando seu compromisso com a legalidade.

A presidência da Assembleia Legislativa também se manifestou sobre o ocorrido. O deputado Max Russi defendeu que a comemoração de Moretto estava atrelada à viabilização da obra para a região, ressaltando que o parlamentar destinou emendas para a aquisição do terreno do hospital. Russi ponderou, contudo, que qualquer suspeita formal deve ser devidamente apurada pelos órgãos competentes. O Ministério Público informou que aguarda representações oficiais para avaliar a necessidade de abertura de uma investigação formal sobre o caso.

Fonte: G1 Mato Grosso

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