Cuiabá registra queda de 79% nos casos de dengue e intensifica vistorias em quase 200 mil imóveis

Cuiabá apresenta uma redução significativa nos índices de arboviroses no primeiro trimestre de 2026, conforme dados divulgados pela Vigilância em Saúde do município. O balanço aponta que a capital registrou 323 notificações de dengue, com 139 confirmações, o que representa uma queda expressiva de 79,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O recuo é ainda mais acentuado nos casos de chikungunya, que tiveram uma diminuição de 99,3%, totalizando 59 notificações e 58 confirmações. Quanto ao zika vírus, foram registradas apenas quatro notificações, sem nenhum caso confirmado até o momento.
As autoridades de saúde atribuem esses números positivos à intensificação das estratégias de combate ao mosquito Aedes aegypti. O trabalho preventivo é robusto: nos primeiros meses deste ano, as equipes de monitoramento já realizaram vistorias em 197.192 imóveis em diversas regiões da cidade. A atuação dos Agentes de Combate a Endemias (ACEs) é fundamental nesse processo, consistindo em visitas domiciliares para identificação de focos, orientação direta aos moradores e aplicação de tratamentos específicos em locais de risco.
O detalhamento das operações revela a magnitude do esforço público para conter a proliferação do vetor. Durante as inspeções em quintais, caixas d’água, calhas e ralos, 21.672 imóveis receberam tratamento direto. Além disso, as equipes trataram 24.344 depósitos de água e conseguiram eliminar 6.559 criadouros ativos do mosquito. O cronograma de ações continua em ritmo acelerado, com previsão de estender as vistorias a dezenas de bairros, incluindo áreas como Pedra 90, Jardim Vitória, Santa Isabel, Araés e diversas etapas do Parque Nova Esperança.
Apesar dos resultados favoráveis, a prefeitura reforça a necessidade de colaboração constante da população, especialmente na manutenção da limpeza de recipientes que possam acumular água. As recomendações padrão incluem a vedação correta de reservatórios, a limpeza frequente de calhas e o uso de repelentes. Outro ponto essencial é permitir o acesso dos agentes de saúde às residências, garantindo que a fiscalização técnica seja realizada de forma eficaz para manter os índices de transmissão em queda na capital mato-grossense.
Fonte: G1 Mato Grosso
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