Cuiabá registra menor umidade do ar entre as capitais brasileiras e acende alerta de saúde

Cuiabá registrou, nesta quinta-feira (6), o menor índice de umidade relativa do ar entre todas as capitais brasileiras, atingindo a marca crítica de 17%. O levantamento, realizado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), coloca a capital mato-grossense em estado de alerta, uma vez que o percentual verificado está drasticamente abaixo dos níveis considerados saudáveis para o ser humano. O fenômeno climático reflete o rigoroso período de estiagem que atinge a região central do país.
De acordo com os dados oficiais do Inmet, o ranking das capitais com ar mais seco seguiu com Goiânia (18%), Palmas (22%), Brasília (24%) e Belo Horizonte (25%). No interior de Mato Grosso, a situação de baixa umidade também foi severa em municípios como Nova Xavantina e Primavera do Leste, que igualaram o índice da capital com 17%. Outras cidades como Guiratinga (18%), Alto Araguaia (19%) e Lucas do Rio Verde (19%) também apresentaram condições meteorológicas preocupantes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que o intervalo ideal de umidade para o bem-estar do organismo humano deve variar entre 40% e 70%. Quando os índices caem para patamares inferiores a 20%, como o registrado em Cuiabá, elevam-se consideravelmente os riscos de complicações à saúde, incluindo irritações nas mucosas (olhos, nariz e garganta), ressecamento severo da pele, crises alérgicas e o agravamento de doenças respiratórias crônicas. Além disso, o clima seco atua como um catalisador para incêndios florestais e urbanos.
Para mitigar os efeitos adversos do clima, especialistas e autoridades recomendam medidas preventivas rigorosas. Entre as orientações principais estão a ingestão constante de líquidos, a suspensão de atividades físicas ao ar livre nos horários de maior incidência solar e a utilização de estratégias para umidificar ambientes internos, como o uso de aparelhos umidificadores ou toalhas molhadas.
É fundamental que a população evite qualquer tipo de queimada, prática que compromete ainda mais a qualidade do ar e é proibida durante o período proibitivo. Em casos de sintomas respiratórios graves, a orientação é buscar atendimento médico imediato. As autoridades locais reforçam a importância de acompanhar os alertas emitidos pela Defesa Civil durante todo o período de seca.
Fonte: G1 Mato Grosso
Alerta da Serra MT