Cuiabá recebe 1ª Feira do Orgulho LGBTQIA+ com foco em cultura e empreendedorismo na Orla do Porto

Cuiabá sedia nesta sexta-feira (26) um evento inédito que promete marcar a história do movimento social em Mato Grosso: a 1ª Feira do Orgulho LGBTQIA+. Realizada na Orla do Porto I, das 16h às 23h, a iniciativa integra a programação oficial da Parada do Orgulho e busca fomentar o empreendedorismo, a economia criativa e a visibilidade cultural da comunidade. Com entrada gratuita, o evento reúne gastronomia, artesanato, literatura e uma vasta programação artística com shows de drags, DJs e apresentações regionais.
A proposta central da feira é criar um ambiente de geração de renda e fortalecimento para pequenos produtores e artistas locais. Segundo Clóvis Arantes, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Mato Grosso, a diversidade é o pilar do evento. “Estamos trazendo uma feira bem diversa. Teremos gastronomia, artesanato, lançamento de livros que falam da comunidade, além de um palco com artistas regionais, bandas locais, shows de drags e DJs, incluindo pessoas trans. É uma programação variada e aberta para toda a população”, destacou Arantes.
Um dos pontos altos da celebração será a entrega do Prêmio Direitos Humanos LGBTQIA+ – Rito Fretes. A honraria, que homenageia o icônico “Rei das Faixas” da cultura cuiabana, reconhece o trabalho de indivíduos e instituições na promoção da cidadania e dos direitos humanos. Entre as homenageadas está Misslene Lorinzete, de 64 anos, que expressou profunda emoção com o reconhecimento de sua trajetória de vida e resistência. "Quando falaram que eu seria homenageada, eu nem acreditei. Depois a ficha foi caindo e fiquei muito feliz. Para mim é uma honra e sou muito grata por terem lembrado da minha trajetória", afirmou Misslene.
O campo literário também terá destaque com o lançamento de obras que discutem memória e tecnologia, como os livros das pesquisadoras Bruna Irineu e Larissa Pelúcio. Para Bruna, as publicações visam dar visibilidade a histórias que muitas vezes são ignoradas pelas instituições oficiais. “O livro existe para recuperar essas histórias e mostrar a contribuição dessas pessoas para o desenvolvimento do estado”, ressaltou a pesquisadora sobre o "Almanaque de Memória LGBT+ de Mato Grosso". A programação cultural segue intensa durante toda a noite, contando com nomes como DJ Taba, Banda Calorosa e a Corte LGBT, consolidando o evento como um novo marco no calendário cultural da capital mato-grossense.
Fonte: G1 Mato Grosso
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