Corregedoria da Polícia Civil investiga perfis de conteúdo adulto atribuídos a novo servidor em Cuiabá

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso instaurou um procedimento investigativo para apurar a existência de perfis em plataformas de conteúdo adulto supostamente vinculados a um investigador recém-empossado na instituição. A polêmica ganhou força nesta terça-feira (28), após capturas de tela das referidas páginas circularem amplamente nas redes sociais, levantando questionamentos sobre a conduta ética e o uso da imagem da corporação.
Segundo informações preliminares, os perfis em sites de acompanhantes utilizavam a alcunha de "policial baixinho de Cuiabá". Nas descrições, o autor oferecia serviços íntimos mediante pagamento e detalhava atributos físicos, prometendo discrição e sigilo. O ponto de maior gravidade sob análise da Corregedoria é a suposta utilização de fotografias em que o servidor aparece trajando o uniforme oficial da Polícia Judiciária Civil (PJC) para promover tais atividades.
Em resposta às acusações, a defesa do policial manifestou-se de forma incisiva, contestando a veracidade das provas digitais. "As imagens atribuídas ao servidor são expressamente contestadas, inclusive quanto à autenticidade, origem, contexto, eventual adulteração, montagem, manipulação digital ou uso indevido de recurso de inteligência artificial", afirmaram os advogados em nota oficial. A defesa ainda criticou o julgamento precipitado das redes sociais, classificando o episódio como uma tentativa de transformar recortes e narrativas virtuais em uma "sentença pública".
A defesa reiterou que o servidor não pretende se furtar de suas responsabilidades e permanece à disposição da justiça. "O servidor segue à disposição das autoridades competentes, confiante na seriedade da Polícia Judiciária Civil, no devido processo legal e na atuação técnica das instituições", completou a nota.
Caso as investigações confirmem que os perfis pertencem de fato ao policial e que houve uso indevido do fardamento para fins comerciais de natureza sexual, o servidor poderá enfrentar severas sanções administrativas. Tal conduta pode ser tipificada como uma violação grave do estatuto da corporação, que preza pelo decoro da classe e pela preservação da imagem institucional. Por meio de nota, a Polícia Civil confirmou que o caso está sob os cuidados da Corregedoria-Geral, mas ressaltou que, por se tratar de um procedimento em fase inicial, detalhes adicionais não serão fornecidos no momento.
Fonte: G1 Mato Grosso
Alerta da Serra MT