Corpo de professor indígena é localizado no Rio Araguaia após naufrágio na divisa entre MT e TO

As equipes de resgate localizaram, na manhã desta quinta-feira (16), o corpo do professor indígena Juaga Watau Awã, de 22 anos, que estava desaparecido no Rio Araguaia após um trágico acidente fluvial ocorrido na última terça-feira (14). O incidente aconteceu na divisa entre os estados de Mato Grosso e Tocantins, nas proximidades da aldeia Santa Izabel do Morro. Infelizmente, o filho de Juaga, o pequeno Jãegana Werekina Awa Iny, de apenas 2 anos, também foi vítima da fatalidade.
De acordo com as informações fornecidas pelo Corpo de Bombeiros, a embarcação partiu do distrito de Santa Luzia do Tocantins com destino ao município de São Félix do Araguaia (MT). Relatos indicam que a canoa virou pouco antes de atingir o destino final. O corpo da criança foi encontrado logo após o acidente por moradores locais, boiando a cerca de 500 metros do local onde o barco foi avistado à deriva, ainda com o motor em funcionamento.
O resgate do professor mobilizou uma operação conjunta envolvendo a Companhia Independente de Busca e Salvamento (CIBS) do Tocantins, a Marinha do Brasil e o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso. Juaga foi localizado próximo à margem do rio, a aproximadamente 1,5 km de distância de onde a canoa foi encontrada. Segundo informações da Secretaria de Estado da Educação, ele exercia a profissão de professor na Escola Indígena Malua, situada em Lagoa da Confusão.
As circunstâncias exatas do naufrágio ainda geram incertezas entre os membros da comunidade local. O cacique Juanahu Iny Tori relatou a dificuldade em compreender a dinâmica do ocorrido: "A gente nem sabe. É um mistério para todos nós aqui. Eles caíram da canoa porque ela ficou rodando. Alguém viu e chamou o resgate. Nós não sabemos em que lugar que caíram", afirmou em entrevista.
A apuração indica que Juaga Watau Awã estava em viagem de retorno à sua aldeia após ter visitado seu filho recém-nascido. A tragédia comoveu a região fronteiriça entre os dois estados, unindo forças de segurança e civis nas buscas que se estenderam por três dias. Os corpos foram encaminhados para os procedimentos legais antes de serem liberados para os ritos de despedida da comunidade indígena.
Fonte: G1 Mato Grosso
Alerta da Serra MT