Corpo de Bombeiros resgata cobra coral-verdadeira em residência de Alta Floresta

Uma operação de resgate de fauna silvestre mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar nesta segunda-feira (30), no município de Alta Floresta. Uma serpente da espécie coral-verdadeira foi localizada e capturada no quintal de uma residência situada no Bairro Boa Vista. O animal, reconhecido por sua alta toxicidade, estava abrigado em uma área rochosa próxima ao muro da propriedade, gerando alerta entre os moradores locais.
A guarnição responsável pelo atendimento utilizou técnicas especializadas de manejo e equipamentos apropriados para garantir a contenção segura do réptil. Segundo o relato dos militares, a operação foi bem-sucedida e priorizou a integridade física da serpente, que não sofreu ferimentos durante o procedimento. Após ser devidamente acondicionada em um recipiente seguro, a cobra foi transportada e solta em uma área de vegetação nativa, distante do perímetro urbano, respeitando seu habitat natural.
A coral-verdadeira (Micrurus lemniscatus) é classificada como uma espécie peçonhenta de grande importância médica. Visualmente, ela é caracterizada por seus anéis coloridos em tons de vermelho, preto e branco ou amarelo. Sua morfologia inclui uma cabeça oval com escamas proeminentes, olhos pequenos e um corpo cilíndrico com cauda curta. O perigo reside em seu veneno de ação neurotóxica, que ataca o sistema nervoso, podendo resultar em paralisia muscular, insuficiência respiratória, visão turva e complicações graves na deglutição.
Especialistas e autoridades de saúde reforçam que, em situações de acidentes com animais peçonhentos, a busca por socorro médico imediato é a única medida segura. Recomenda-se lavar o local da picada apenas com água e sabão, caso isso não atrase o deslocamento ao hospital. É fundamental não realizar torniquetes, incisões ou aplicar substâncias caseiras sobre o ferimento, práticas que podem agravar o quadro clínico. A orientação é manter a vítima calma e remover acessórios como anéis ou pulseiras que possam comprometer a circulação em caso de inchaço. No Brasil, existem cerca de 45 variações de corais, o que exige cautela redobrada da população ao avistar qualquer espécime com características semelhantes.
Fonte: G1 Mato Grosso
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