Corpo de Bombeiros resgata bicho-preguiça encontrado em avenida de Alta Floresta

Corpo de Bombeiros resgata bicho-preguiça encontrado em avenida de Alta Floresta

Um bicho-preguiça mobilizou uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) após ser localizado em uma situação de vulnerabilidade no meio de uma via pública em Alta Floresta, no norte do estado. O incidente ocorreu no último sábado (18), no bairro Setor C, onde o animal foi encontrado deitado sobre o asfalto, correndo riscos de atropelamento.

De acordo com as informações oficiais da corporação, os militares foram acionados por moradores que avistaram o animal silvestre na pista. Um registro em vídeo realizado pela equipe de resgate confirmou a presença da preguiça imóvel no centro da avenida. Com os equipamentos adequados, os bombeiros realizaram a captura segura do espécime, garantindo a sua integridade física. Após passar por uma avaliação rápida, o animal foi transportado para uma área de preservação ambiental próxima, onde foi devolvido ao seu habitat natural.

O Corpo de Bombeiros aproveitou a ocorrência para reforçar orientações importantes à população. A recomendação principal é que, ao se deparar com animais silvestres em áreas urbanas, os cidadãos nunca tentem realizar o manejo ou o resgate por conta própria, devido aos riscos de ferimentos tanto para a pessoa quanto para o animal. O procedimento correto é acionar imediatamente as autoridades competentes, como os próprios bombeiros ou a Polícia Militar.

O bicho-preguiça é uma espécie conhecida por sua extrema lentidão e hábitos arborícolas, passando a maior parte do tempo nas copas das árvores. Embora sejam excelentes nadadores, possuem dificuldades de locomoção no solo, o que os torna vulneráveis em áreas urbanizadas. Esses animais são herbívoros, alimentando-se predominantemente de folhas de árvores como a embaúba e a figueira.

Entre as curiosidades biológicas da espécie, destacam-se a pelagem densa que auxilia na camuflagem e a impressionante capacidade de girar a cabeça em até 270 graus. Na natureza, esses mamíferos possuem uma expectativa de vida que varia entre 15 e 20 anos, mantendo uma rotina de repouso que pode chegar a 14 horas diárias. Atualmente, a espécie não integra a lista de animais em extinção, mas ocorrências como a de Alta Floresta reforçam a necessidade de preservação de seus corredores ecológicos.

Fonte: G1 Mato Grosso

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