Corpo de adolescente desaparecido é localizado em rio de Mato Grosso; polícia prende dois suspeitos

O corpo de Maxwell Arnaldo Lima dos Santos, um adolescente de 17 anos que estava desaparecido desde o último domingo (28), foi localizado nesta quarta-feira (1º) nas águas do Rio Manito, em uma região rural de Marcelândia. As investigações conduzidas pelas polícias Civil e Militar indicam que o jovem foi vítima de um sequestro seguido de execução, crime supostamente orquestrado por membros de uma organização criminosa que atua na região. Até o momento, dois suspeitos foram detidos pelas autoridades.
O desaparecimento de Maxwell ocorreu após ele ser chamado na porta de sua residência por dois indivíduos que chegaram em uma motocicleta sem identificação de placa. Testemunhas relataram que o jovem acompanhou a dupla até uma esquina próxima e, desde então, não houve mais notícias sobre seu paradeiro. Familiares estranharam o fato de o aparelho celular do adolescente ter sido desligado e seus perfis em redes sociais desativados imediatamente após o ocorrido.
De acordo com o inquérito policial, a vítima possuía supostas ligações com facções criminosas e vinha enfrentando ameaças constantes. O pano de fundo da violência envolveria disputas relacionadas ao tráfico de entorpecentes e o furto de um veículo. A polícia apurou que o adolescente já havia sido alvo de agressões físicas anteriormente, prática conhecida no submundo do crime como "salve", o que reforça a tese de acerto de contas.
A operação que resultou na prisão dos suspeitos, jovens de 18 e 20 anos, teve início na terça-feira (30), quando a motocicleta utilizada no crime foi identificada. Durante a abordagem em uma residência, os suspeitos tentaram evadir-se, mas foram contidos. Um dos detidos ainda tentou inutilizar o próprio celular para obstruir a justiça e eliminar possíveis evidências. As diligências apontam que Maxwell foi levado à força para uma residência e, posteriormente, transportado em um carro para uma zona de mata a cerca de 20 quilômetros do centro urbano, onde teria sido executado.
Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no local indicado como cena do crime e confirmaram a presença de vestígios de sangue humano. O corpo foi encontrado boiando no rio com o auxílio de embarcações e reconhecido formalmente pela família. A Polícia Civil mantém as investigações em curso para identificar e capturar outros possíveis participantes deste homicídio.
Fonte: G1 Mato Grosso
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