Comissão de Saúde da ALMT e Ministério da Saúde buscam soluções para assegurar continuidade do Samu em Cuiabá e região

Comissão de Saúde da ALMT e Ministério da Saúde buscam soluções para assegurar continuidade do Samu em Cuiabá e região

Em uma movimentação estratégica para garantir a continuidade dos serviços de urgência e emergência em Mato Grosso, a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (ALMT) agendou para a manhã desta terça-feira (28) uma reunião crucial com representantes do Ministério da Saúde. O encontro ocorre no contexto de uma crise gerada pelo desligamento recente de 56 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Cuiabá, o que gerou preocupação sobre a manutenção do atendimento na capital e em Várzea Grande.

O diálogo foi viabilizado após a chegada de Fernando Figueira, diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência do Ministério da Saúde, a Cuiabá. A agenda ministerial incluiu vistorias técnicas nas bases do Samu ao longo da última semana, visando subsidiar as negociações com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). O foco principal é reverter o cenário de insegurança no serviço e avaliar a viabilidade da recontratação dos 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem que foram desligados em março.

Durante os debates na Comissão de Saúde, parlamentares expressaram forte oposição à possibilidade de substituição integral do Samu pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT). A tese defendida pelo Legislativo é de que o trabalho dos bombeiros deve ser complementar e não um substituto definitivo para a estrutura do Samu, que conta com financiamento federal de aproximadamente 50% de seus custos. Recentemente, o governo federal reforçou a frota local com o envio de 10 novas ambulâncias para a região metropolitana.

Por outro lado, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) sustenta que a integração entre o Samu e o Corpo de Bombeiros, iniciada no ano passado, trouxe ganhos de eficiência. Segundo a pasta, "os números de atendimentos aumentaram em 30% e o tempo resposta às chamadas diminuiu em 36%". A SES afirma ainda que a parceria elevou o número de ambulâncias disponíveis em Cuiabá de nove para 20 veículos, garantindo que não haverá prejuízos à assistência prestada à população. Contudo, sindicatos e parlamentares permanecem em alerta, defendendo a manutenção do Samu como pilar essencial da política pública de saúde.

Fonte: G1 Mato Grosso

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