Centro Histórico de Cuiabá recebe Festival 'Rap é Compromisso' com programação gratuita e oficinas culturais

Centro Histórico de Cuiabá recebe Festival 'Rap é Compromisso' com programação gratuita e oficinas culturais

O Centro Histórico de Cuiabá se prepara para receber uma grande celebração da cultura urbana no próximo dia 6 de junho. O Festival "Rap é Compromisso" ocupará espaços emblemáticos da capital mato-grossense, como a Escadaria Labrysa e a Rua Engenheiro Ricardo Franco, em um evento gratuito que comemora os dois anos de existência da Batalha Pulo na Bala. Com uma programação extensa, prevista para ocorrer das 14h às 2h, o festival promete reunir MCs, DJs, grafiteiros e diversos agentes culturais em uma demonstração de força do movimento independente local.

A iniciativa, que conta com o apoio fundamental do edital Viver Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), via Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), visa democratizar o acesso à arte. Segundo Murilo Nascimento, um dos organizadores, o evento é uma expansão das batalhas semanais, oferecendo uma estrutura robusta para vivenciar o hip-hop em suas múltiplas facetas. Além das tradicionais competições de rima, o público poderá participar de oficinas de break, stencil, grafite e discotecagem, além de prestigiar apresentações de slam e shows de artistas regionais e nacionais.

Para os participantes e idealizadores, a escolha do Centro Histórico é estratégica para facilitar a integração da juventude periférica. "O festival mantém os mesmos princípios das batalhas que acontecem toda semana, mas com uma estrutura maior, mais atividades e mais tempo para que as pessoas possam vivenciar a cultura hip-hop em diferentes formas", destacou Murilo. Ele reforça que o evento supre uma carência de opções de lazer gratuitas para os jovens que residem em áreas mais afastadas do centro.

A relevância social do festival também é pontuada por artistas como a MC Nega Belly, que enxerga nas batalhas de rima um instrumento de preservação cultural e pertencimento. "A batalha de rima representa a vivência da rua, da periferia. É uma forma de não deixar a cultura morrer e de levar arte para lugares que mais precisam dela", afirmou a MC. Segundo ela, ver um evento deste porte de forma acessível é gratificante, pois amplia a visibilidade de talentos locais que muitas vezes passam despercebidos pela população em geral.

A organização, sob a liderança de Luê Samsara, planejou as atividades para contemplar os cinco elementos fundamentais do hip-hop. O foco educacional é evidente nas oficinas práticas, que buscam não apenas o entretenimento, mas a formação de novos multiplicadores da cultura urbana. "O propósito principal das oficinas é passar o conhecimento prático, de forma acessível, de forma gratuita, para estar desenvolvendo ali a união através da cultura na vida da juventude", explicou Luê. O festival consolida-se, assim, como um marco de união e resistência artística no coração de Mato Grosso.

Fonte: G1 Mato Grosso

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