Cão sofre queimaduras graves em pet shop clandestino e caso mobiliza autoridades em Cuiabá

Cão sofre queimaduras graves em pet shop clandestino e caso mobiliza autoridades em Cuiabá

Um estabelecimento clandestino de estética animal em Cuiabá está sendo alvo de denúncias e investigação policial após um cão da raça Shih-tzu, chamado Teddy, ter sofrido queimaduras de segundo grau durante um procedimento de banho e tosa. O caso, registrado na última quinta-feira (13), mobilizou as autoridades locais e reacendeu o alerta sobre a fiscalização de serviços para pets na capital mato-grossense. O animal foi devolvido à tutora com ferimentos graves e permanece internado em estado delicado, sem previsão de alta.

De acordo com o relato da proprietária do animal, Maria Lucilene Silva Barros, o cão foi retirado em sua residência pela responsável do local por volta das 8h e devolvido apenas às 17h. A tutora foi informada via mensagem que teria ocorrido um "acidente com a máquina de tosa". No entanto, ao receber o animal, Maria constatou a gravidade da situação: Teddy apresentava lesões extensas no abdômen, tórax, laterais do corpo e região genital. Junto ao cão, foram entregues uma pomada para queimaduras e um frasco de dipirona, medicamentos que teriam sido administrados de forma inadequada no próprio estabelecimento.

"Ela não deveria ter trazido ele daquele jeito, simplesmente deixado aqui e ido embora. Minha nora precisou correr atrás de um Uber para levar ele até a clínica, onde recebeu os primeiros socorros. Provavelmente, isso aconteceu ainda pela manhã. Ela tentou amenizar o sofrimento dele no próprio estabelecimento, passando uma pomada, mas aquilo não era suficiente diante da gravidade das queimaduras", desabafou a tutora em entrevista.

O diagnóstico veterinário revelou um quadro clínico preocupante. Além das queimaduras externas, os exames de sangue indicaram inflamação e infecção intensa, com o comprometimento de 50% da função renal do animal. Até o momento, os custos com o tratamento já ultrapassam R$ 2.260,00, valor significativamente superior ao repasse de R$ 600,00 realizado pela proprietária do pet shop para auxiliar nas despesas iniciais.

O caso foi encaminhado à Polícia Civil e ao Procon-MT. Segundo o órgão de defesa do consumidor, o estabelecimento em questão não possui registro legal para funcionamento e já acumula outras quatro reclamações anteriores. A situação reforça a necessidade de tutores verificarem a regularidade e as condições sanitárias de locais que oferecem serviços de higiene e estética para animais de estimação.

Fonte: G1 Mato Grosso

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