Caminhoneiro com mandados de prisão é detido transportando carga de soja roubada na BR-163

Uma operação conjunta resultou na prisão em flagrante de um caminhoneiro que transportava uma carga de soja de origem ilícita na BR-163, no trecho compreendido entre os municípios de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum. Durante a abordagem, as autoridades policiais constataram que, além do transporte irregular, o condutor possuía dois mandados de prisão em aberto pelos crimes de furto e roubo. A ação foi desencadeada após um alerta emitido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) sobre suspeitas na documentação da mercadoria.
A interceptação do veículo ocorreu após o compartilhamento de informações estratégicas entre as forças de segurança. Ao realizarem a fiscalização técnica, os policiais militares verificaram que o motorista não detinha a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria exigida para a condução de veículos de carga pesada. No decorrer da consulta aos sistemas de justiça, confirmou-se a existência de ordens de prisão expedidas pelas comarcas de Juína e Rondonópolis contra o suspeito.
A análise da carga também revelou graves irregularidades. Os agentes identificaram discrepâncias significativas entre o material físico transportado e as informações contidas na nota fiscal apresentada. Diante das evidências, o caminhoneiro admitiu ter conhecimento da procedência ilícita do produto, afirmando que a soja havia sido furtada no município de Nova Ubiratã. Segundo o depoimento do suspeito, ele teria recebido a quantia de R$ 2 mil para realizar o frete, embora não tenha revelado qual seria o destino final do carregamento.
O indivíduo foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia para a formalização do flagrante e o cumprimento dos mandados judiciais pendentes. A carga de soja foi apreendida e os procedimentos cabíveis foram iniciados para investigar a rede de receptação e furto de grãos na região. O caso reforça a importância da fiscalização rigorosa nos eixos logísticos de Mato Grosso para o combate aos crimes contra o patrimônio e ao setor produtivo.
Fonte: G1 Mato Grosso
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