Câmara de Várzea Grande suspende atividades legislativas para investigação de escutas clandestinas

A Câmara Municipal de Várzea Grande, situada na região metropolitana, suspendeu a sessão ordinária prevista para esta terça-feira (12) em decorrência de uma investigação policial de alta prioridade. A medida foi tomada para permitir que a Polícia Civil realize uma varredura completa nas dependências da Casa de Leis, após denúncias graves sobre a presença de dispositivos de escuta clandestina no prédio legislativo.
A decisão de paralisar os trabalhos foi oficializada por meio de nota emitida pela Câmara, que justificou a ação como um passo necessário para assegurar a integridade, a transparência e a segurança institucional dos parlamentares e servidores. Com a interrupção para a perícia técnica, as atividades em plenário foram reprogramadas para a próxima semana, com nova data marcada para terça-feira (19).
O estopim para a intervenção policial ocorreu na última sexta-feira (8), quando uma vistoria preliminar no gabinete do vereador Bruno Rios (PL) identificou um objeto suspeito. De acordo com os relatos, o parlamentar e um assessor realizavam a remoção de bandeiras decorativas posicionadas próximo a uma canaleta de ar-condicionado quando visualizaram o equipamento.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pelo vereador, o dispositivo encontrado possui características de um aparelho voltado para a captação de áudio e monitoramento ambiental não autorizado. "Ao manusearem a estrutura, os dois encontraram um equipamento clandestino que, conforme o relato, pode ter sido utilizado para escuta ou captação de áudio", aponta o registro policial.
A Polícia Civil agora trabalha para identificar a origem do material e verificar se outras salas ou setores da Câmara Municipal foram comprometidos por sistemas de espionagem. A varredura minuciosa busca garantir que o ambiente democrático retorne à normalidade sem ameaças à privacidade e ao sigilo das discussões legislativas. Até que a inspeção seja concluída e o laudo pericial emitido, o acesso a determinadas áreas do prédio poderá sofrer restrições para não comprometer a coleta de provas.
Fonte: G1 Mato Grosso
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