Câmara de São José do Rio Claro cassa mandato do prefeito Levi Ribeiro por irregularidades administrativas

Câmara de São José do Rio Claro cassa mandato do prefeito Levi Ribeiro por irregularidades administrativas

Em uma decisão histórica que durou mais de 15 horas de sessão parlamentar, a Câmara Municipal de São José do Rio Claro aprovou a cassação do mandato do prefeito Levi Ribeiro. O julgamento, concluído nesta semana, baseou-se em uma série de denúncias sobre irregularidades na gestão administrativa do município. A decisão, embora definitiva no âmbito do Legislativo local, ainda admite recursos judiciais por parte da defesa do agora ex-gestor.

O processo de cassação foi fundamentado em uma extensa lista de acusações que incluíam desde o uso indevido de materiais públicos até perseguição política. Entretanto, para a efetiva perda do cargo, o plenário da Câmara considerou procedentes três pontos específicos que alcançaram o quórum necessário de votos. Entre as irregularidades confirmadas pelos parlamentares estão a utilização de madeira de procedência irregular na construção de residências populares vinculadas ao projeto habitacional Kairós e o pagamento indevido de R$ 41,9 mil em contratos referentes à obra da Rotatória do Cristo, localizada na entrada da cidade.

Além das questões financeiras e patrimoniais, a Câmara validou a acusação de perseguição contra servidores públicos municipais, ponto que pesou significativamente na decisão dos vereadores. Outras denúncias constantes no processo, como o suposto superfaturamento na contratação de shows e o uso irregular de veículos da frota pública, não obtiveram a votação mínima exigida e acabaram sendo descartadas do texto final da condenação administrativa.

A sessão foi marcada por intensos debates entre as frentes de acusação e defesa, sendo acompanhada de perto pela população local tanto nas galerias da Casa de Leis quanto por meio de transmissões digitais. O desfecho culmina na imediata perda do mandato de Levi Ribeiro, alterando o cenário político da região. Até o fechamento desta reportagem, a defesa do ex-prefeito não havia se pronunciado oficialmente sobre os próximos passos jurídicos para tentar reverter a decisão.

Fonte: G1 Mato Grosso

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