Câmara de Barra do Bugres instala comissão para apurar quebra de decoro de vereador

Câmara de Barra do Bugres instala comissão para apurar quebra de decoro de vereador

A Câmara Municipal de Barra do Bugres deu início formal ao processo político-administrativo que poderá culminar na cassação do mandato do vereador Laércio Norberto Júnior. A instalação da comissão especial ocorreu nesta segunda-feira (27), motivada por denúncias de quebra de decoro parlamentar relacionadas a um suposto episódio de violência doméstica envolvendo o parlamentar e uma ex-servidora da Casa de Leis.

A abertura do processo foi fundamentada em uma representação protocolada por um residente local, que aponta infrações político-administrativas graves. A comissão responsável por conduzir os trabalhos é composta pelos vereadores Natanael de Moraes Almeida Júnior (PL), na presidência; Ivonilson Pereira Prado (Republicanos), como relator; e Donizete Martins Pereira (PRTB), como membro efetivo. Segundo informações oficiais da Câmara, a votação dos procedimentos iniciais deve ser concluída nesta terça-feira (28).

O parlamentar, conhecido como Júnior Chaveiro, estava afastado de suas funções legislativas desde abril deste ano, quando ocorreu sua prisão preventiva. Recentemente, em 14 de maio, ele obteve a liberdade após a suposta vítima retirar a denúncia de agressão. No momento, o vereador busca retomar suas atividades no Legislativo Municipal, enquanto nega veementemente as acusações. Em declarações anteriores, a defesa do parlamentar sustentou que "não houve agressão e o caso teria sido uma situação de defesa", afirmando que a inocência será provada no âmbito judicial.

O caso tomou contornos complexos após a exoneração da ex-servidora envolvida, ocorrida cerca de um mês depois da retirada da denúncia criminal. A ex-coordenadora administrativa acionou a Justiça para tentar anular sua demissão, alegando ter sofrido pressões internas. Segundo o inquérito policial conduzido pelo delegado Fernando Marques, o incidente teria ocorrido na residência do vereador após um evento público, com o uso de um objeto automotivo durante o desentendimento.

Além do processo administrativo na Câmara Municipal, o Partido Liberal (PL), legenda à qual o vereador é filiado, mantém um procedimento interno que pode resultar em sua expulsão definitiva. A tramitação na Casa de Leis seguirá os ritos legais para garantir o amplo direito de defesa do parlamentar antes de qualquer decisão final sobre a perda do mandato.

Fonte: G1 Mato Grosso

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