Brasil registra 13 casos confirmados de intoxicação por metanol em 2026 e autoridades reforçam alerta de segurança

O Brasil enfrenta um cenário alarmante de saúde pública com a confirmação de 13 casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas apenas em 2026, enquanto outros 22 episódios seguem sob investigação pelas autoridades sanitárias. Os dados, consolidados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) até o início de junho, revelam a persistência de um problema que já havia registrado 76 casos e 25 mortes no ano anterior, evidenciando os riscos letais do consumo de produtos adulterados.
O metanol é um álcool de uso estritamente industrial, comumente encontrado em solventes, e sua ingestão é extremamente perigosa. No organismo, a substância ataca o fígado e gera compostos tóxicos que comprometem o sistema nervoso central, a medula e o nervo óptico. As consequências variam desde cegueira e insuficiência renal até o coma e o óbito. Sintomas como náuseas, dores abdominais intensas, tontura e alterações visuais são sinais de alerta críticos que exigem atendimento médico imediato, preferencialmente nas primeiras seis horas após o consumo.
Recentemente, o falecimento de Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, em Itapecerica da Serra (SP), comoveu a opinião pública. O jovem lutou por dez meses contra sequelas graves após ingerir gin adulterado em 2025, vindo a falecer no último domingo (14). No Mato Grosso, a prefeitura de Querência também confirmou a morte de uma mulher de 37 anos por intoxicação sistêmica por metanol, após exames periciais detectarem o composto em seu organismo.
O estado de São Paulo lidera as notificações em 2026, com seis confirmações, seguido por Pernambuco, Goiás, Bahia e Minas Gerais. Diante da gravidade, a Secretaria da Saúde de São Paulo e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) reforçam a necessidade de cautela extrema. A recomendação é que consumidores adquiram apenas bebidas de fabricantes legalizados, verificando sempre o lacre, o rótulo e o selo fiscal, além de evitar estabelecimentos de procedência duvidosa.
Para auxiliar no diagnóstico e suporte, o Centro de Controle de Intoxicações (CCI-SP) disponibiliza canais de atendimento telefônico. As autoridades reiteram que a aquisição responsável e a fiscalização rigorosa são as principais ferramentas para prevenir novas tragédias ligadas à comercialização de bebidas clandestinas no país.
Fonte: G1 Mato Grosso
Alerta da Serra MT