Baixa umidade do ar exige cuidados rigorosos com a saúde respiratória infantil

Baixa umidade do ar exige cuidados rigorosos com a saúde respiratória infantil

O período de estiagem e a consequente queda na umidade relativa do ar em Mato Grosso acendem um alerta crucial para pais e responsáveis. Devido à maior sensibilidade orgânica, as crianças são as que mais sofrem com as alterações climáticas, apresentando frequentemente ressecamento de mucosas, irritações nas vias aéreas e o agravamento de condições preexistentes, como rinite e asma. O cenário exige vigilância constante para evitar complicações respiratórias e quadros de desidratação severa.

Segundo o pediatra Euze Carvalho, os efeitos do clima seco são sentidos de forma mais intensa pelo organismo infantil. “No período de seca, é comum observarmos um aumento das queixas respiratórias nas crianças. A baixa umidade resseca as mucosas e pode intensificar sintomas como tosse, irritação nasal e desconforto respiratório, principalmente naquelas que já apresentam algum quadro alérgico”, explica o especialista. O médico ressalta que a falta de umidade compromete as defesas naturais do corpo, facilitando a ocorrência de sangramentos nasais e congestão.

Para crianças diagnosticadas com asma, o rigor no cuidado deve ser redobrado. Agentes como poeira, fumaça de queimadas e poluição urbana atuam como gatilhos imediatos para crises graves. O Dr. Euze Carvalho destaca que os responsáveis devem estar atentos aos sinais de piora, como chiado no peito e falta de ar, mantendo rigorosamente o tratamento de controle prescrito. Além das questões respiratórias, o período também exige atenção às gastroenterites virais. Embora não causadas diretamente pelo clima, essas infecções podem levar à desidratação rápida em crianças pequenas devido a vômitos e diarreia.

A prevenção baseia-se em pilares fundamentais: hidratação constante, higiene nasal com solução salina e manutenção de ambientes arejados e limpos. “Hidratação, lavagem nasal com solução salina e cuidados com o ambiente fazem diferença. Também devemos evitar a exposição da criança à fumaça, poeira e locais com muitos agentes irritantes”, orienta o pediatra. Em casos de prostração acentuada, febre persistente, dificuldade respiratória ou sinais de desidratação, como boca seca e ausência de lágrimas, a recomendação é buscar atendimento médico imediato, como o oferecido pelo Pronto Atendimento Infantil da Unimed Cuiabá.

Fonte: G1 Mato Grosso

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