Autoridades investigam morte de idoso de 70 anos em clínica odontológica em Cuiabá

Autoridades investigam morte de idoso de 70 anos em clínica odontológica em Cuiabá

Um idoso de 70 anos, identificado como Ary Leônidas Rangel, faleceu na última quinta-feira (7) enquanto recebia atendimento em uma clínica odontológica localizada no bairro Jardim Cuiabá, na capital mato-grossense. O incidente mobilizou equipes de socorro e autoridades policiais, que agora investigam as circunstâncias do óbito ocorrido durante a realização de procedimentos clínicos.

De acordo com informações registradas pela Polícia Militar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado imediatamente para prestar socorro ao paciente. No local, a equipe médica realizou manobras de reanimação, porém, sem sucesso. O óbito foi constatado ainda dentro do estabelecimento de saúde. Diante dos fatos, a Polícia Civil foi chamada para dar início aos levantamentos preliminares e o corpo de Ary foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames que determinarão a causa exata do falecimento.

A Polícia Civil informou que, até o momento, a ocorrência foi registrada como "morte a esclarecer", uma vez que não foram detectados indícios imediatos de prática criminosa. Os prontuários médicos e registros de enfermagem da clínica foram recolhidos pelos investigadores para análise detalhada do protocolo adotado durante o atendimento.

Este trágico episódio traz à memória um caso semelhante ocorrido recentemente na capital. No final de 2024, Antônio Lopes de Siqueira, de 73 anos, conhecido por ter sido um dos ganhadores da Mega-Sena da Virada, também faleceu em circunstâncias análogas em outra unidade odontológica. Naquela ocasião, as investigações culminaram no indiciamento do dentista responsável por homicídio culposo, com o agravante de inobservância de regras técnicas.

Na investigação do caso anterior, a perícia apontou falhas críticas que servem de alerta para o setor, como a ausência de monitoramento contínuo de sinais vitais, anamnese superficial, falta de equipamentos de suporte avançado de vida, como desfibriladores, e a aplicação de doses elevadas de anestésicos em pacientes com histórico de cardiopatia sem a devida avaliação prévia. No caso atual de Ary Leônidas Rangel, a polícia busca entender se houve qualquer tipo de negligência ou se a morte decorreu de causas naturais súbitas.

Fonte: G1 Mato Grosso

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