Autoridades buscam suspeito de feminicídio após crime em estabelecimento de Confresa

A Polícia Civil de Mato Grosso intensificou as buscas por José da Cruz Evangelista, de 63 anos, principal suspeito de assassinar sua esposa, Daiany Rodrigues de Souza, de 33 anos. O crime, classificado como feminicídio, ocorreu na madrugada do último sábado (4), em um estabelecimento comercial no bairro Jardim Planalto, em Confresa, região nordeste do estado.
De acordo com informações fornecidas pela Polícia Militar, a guarnição foi acionada por volta das 2h12. No local, os agentes encontraram a vítima caída. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu prontamente para prestar socorro, mas apenas pôde constatar o óbito de Daiany. O casal, que vivia junto, havia formalizado a união em janeiro deste ano.
Relatos do proprietário do bar indicam que o crime foi precedido por uma discussão entre o casal. "A vítima e o suspeito discutiam dentro do estabelecimento quando o homem sacou uma faca", afirmou a testemunha. O comerciante ainda tentou intervir para proteger Daiany, chegando a sofrer um ferimento superficial no braço, mas não conseguiu conter a agressão. Na tentativa de salvar sua vida, a vítima correu para um dos quartos do imóvel, porém foi perseguida e atingida fatalmente por golpes de faca.
O delegado Rogério Irlandes, responsável pelo caso, confirmou que o suspeito fugiu logo após o ataque e permanece foragido. Equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram o isolamento da área e a coleta de evidências para subsidiar o inquérito policial.
Este trágico episódio eleva para 26 o número de feminicídios registrados em Mato Grosso no ano de 2024, segundo dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público Estadual (MPMT). As estatísticas reforçam um padrão preocupante: a maioria dos crimes contra mulheres no estado é cometida por parceiros ou ex-parceiros, predominantemente no período noturno e dentro do ambiente doméstico.
As autoridades relembram a importância dos mecanismos de proteção, como o aplicativo 'SOS Mulher MT', que oferece o "botão do pânico" para vítimas com medidas protetivas, e a Lei Maria da Penha, que tipifica violências de ordem física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, garantindo suporte jurídico e segurança às mulheres em situação de risco.
Fonte: G1 Mato Grosso
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