Assessor parlamentar é exonerado após denúncias de estupro e violência doméstica em Cuiabá

Assessor parlamentar é exonerado após denúncias de estupro e violência doméstica em Cuiabá

A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá iniciou uma investigação rigorosa após uma mulher de 34 anos denunciar seu ex-marido por uma série de crimes graves, incluindo estupro, lesão corporal e ameaças de morte. O caso, registrado no último sábado (30), envolve um agora ex-assessor parlamentar do deputado federal Coronel Assis. Diante da gravidade das acusações, o gabinete do deputado agiu com celeridade, determinando o desligamento imediato do servidor de 38 anos.

Em posicionamento oficial, a assessoria do deputado destacou a política de tolerância zero contra atos de agressão. “O parlamentar esclarece que não compactua, não tolera e que repudia qualquer conduta que envolva violência contra a mulher ou qualquer outro tipo de violência”, afirmou a nota emitida pela equipe do parlamentar.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a agressão ocorreu no Bairro Jardim Imperial. A vítima relatou que, após participar de uma confraternização com familiares e o ex-companheiro, dirigiu-se à residência do suspeito para tratar de questões relacionadas aos filhos. Durante uma discussão no local, ela teria sido atingida por socos, enforcada e ameaçada de morte. Para impedir o pedido de socorro, o homem teria tomado e destruído os dois aparelhos celulares da vítima.

O relato à polícia também expôs um histórico de abusos. A mulher afirmou que o ex-marido utiliza a guarda dos filhos como forma de coerção, forçando-a a manter relações sexuais contra sua vontade em troca de contato com as crianças. Além disso, a denúncia inclui um episódio de estupro ocorrido em 2015, época em que ainda eram casados, seguido de uma suposta pressão psicológica para que ela interrompesse uma gestação resultante daquele ato.

O caso agora está sob a responsabilidade da Polícia Judiciária Civil, que deve adotar as medidas protetivas necessárias e dar continuidade ao inquérito. O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades para preservar a identidade da vítima e dos filhos menores. A defesa do suspeito ainda não foi localizada para comentar as acusações apresentadas.

Fonte: G1 Mato Grosso

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