Araguainha surpreende e conquista a segunda posição em qualidade de vida em Mato Grosso

A cidade de Araguainha, reconhecida como a menos populosa de Mato Grosso e a quarta menor do Brasil, alcançou um feito histórico ao ser classificada como o segundo melhor município do estado em qualidade de vida. Os dados integram o Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2024), divulgado nesta quarta-feira (20), que avalia o bem-estar da população através de indicadores que vão além do desempenho econômico tradicional.
Com uma pontuação geral de 67,13, Araguainha ficou a apenas nove centésimos de diferença da capital, Cuiabá, que lidera o ranking estadual. O destaque absoluto do município foi na categoria de "Necessidades Humanas Básicas", onde atingiu a expressiva marca de 82,41 pontos, superando inclusive os 78,26 registrados pela capital. O levantamento detalha ainda que a cidade obteve 66,64 pontos em "Fundamentos do Bem-estar" e 52,35 em "Oportunidades".
De acordo com a última atualização do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Araguainha conta com apenas 997 moradores. Localizada a 471 km de Cuiabá, a cidade possui uma economia diversificada, fundamentada no turismo, na agricultura de soja, na extração vegetal e na silvicultura. Além disso, o município abriga o Domo de Araguainha, a maior cratera de impacto de meteoro da América do Sul, considerada um dos 100 principais sítios geológicos do mundo.
O Índice de Progresso Social (IPS) é uma ferramenta metodológica que analisa se os cidadãos possuem acesso a serviços essenciais, como saúde, saneamento, segurança, educação e direitos individuais. Diferente do Produto Interno Bruto (PIB), o foco reside na experiência direta de vida da população.
No cenário estadual, Mato Grosso ocupa a 14ª posição no ranking nacional, com uma média de 61,38 pontos, situando-se ligeiramente abaixo da média brasileira de 63,40. Embora Cuiabá se consolide como a 10ª melhor capital do país em qualidade de vida, o relatório aponta um forte contraste regional, evidenciando que municípios menores e mais remotos ainda enfrentam barreiras significativas no acesso a serviços básicos e na promoção de inclusão social. Mesmo na capital, o índice de "Oportunidades" (51,74) é monitorado com atenção, sinalizando a necessidade de avanços contínuos no acesso ao ensino superior e na equidade social.
Fonte: G1 Mato Grosso
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