Alerta sobre alergias: Marido de turista de MT relata falta de medicamento em dia de fatalidade em Alagoas

Alerta sobre alergias: Marido de turista de MT relata falta de medicamento em dia de fatalidade em Alagoas

O falecimento trágico do cabeleireiro Eryvelton Gomes, de 34 anos, ocorrido após o consumo de caranguejo em uma praia de Alagoas, trouxe à tona um importante alerta sobre a segurança de pessoas com alergias alimentares. Residente de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, Eryvelton sofreu uma reação severa enquanto passava férias na Praia do Francês, em Marechal Deodoro. Em um relato emocionante publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (13), seu marido, Lucas Gabriel Cerqueira, destacou a ausência de um medicamento essencial no momento da crise.

De acordo com Lucas, o cabeleireiro tinha ciência de sua alergia a camarão, mas acreditou que o consumo de caranguejo não ofereceria riscos, sendo esta a primeira vez que ele experimentava o crustáceo. O marido enfatizou que Eryvelton possuía o hábito de carregar antialérgicos preventivamente, porém, por uma fatalidade, não estava com o remédio no dia do incidente. "Ele sempre tinha, mas justamente nesse dia ele não tinha", lamentou Lucas, reforçando a necessidade de que alérgicos portem sempre seus medicamentos de emergência.

O episódio ocorreu durante uma viagem planejada com antecedência, na qual Eryvelton estava acompanhado do marido e de uma prima. Poucas horas antes do óbito, registros nas redes sociais mostravam o cabeleireiro experimentando o prato. Logo após a ingestão, os sintomas alérgicos manifestaram-se de forma agressiva. Socorristas foram acionados e realizaram os primeiros atendimentos ainda na areia, mas a família relatou a falta de medicamentos específicos para alergia no kit de primeiros socorros local.

Eryvelton foi transferido para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde a equipe médica dedicou cerca de 40 minutos a manobras de reanimação. Infelizmente, o paciente não resistiu. Diante da perda, Lucas Gabriel fez um apelo por melhorias na infraestrutura de atendimento em áreas turísticas: "Que as praias tenham o socorro devido, preparado. Um ponto de atendimento mais bem equipado para esses tipos de casos", declarou.

Abalado, o companheiro da vítima afirmou que ainda tenta processar o trauma e a saudade. "Eu ainda estou digerindo tudo que aconteceu, não consigo conversar muito sem chorar. O Ery faz tanta falta", desabafou. O caso serve como uma advertência rigorosa sobre os perigos das reações alérgicas cruzadas e a importância crítica da prontidão médica em locais de grande circulação de turistas.

Fonte: G1 Mato Grosso

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