Alerta na saúde feminina: Brasil deve registrar 7,3 mil novos casos de câncer de ovário por ano

Alerta na saúde feminina: Brasil deve registrar 7,3 mil novos casos de câncer de ovário por ano

O câncer de ovário permanece como um dos maiores desafios da oncologia feminina contemporânea, sendo classificado como o tumor ginecológico com maior índice de letalidade. Segundo projeções do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deve registrar aproximadamente 7.300 novos casos anualmente no triênio 2026-2028. A gravidade do cenário reside, principalmente, no fato de a patologia evoluir de maneira silenciosa, o que resulta em diagnósticos realizados majoritariamente em estágios avançados.

Diferente de outros tipos de câncer, como o de colo de útero, o de ovário não possui um protocolo de rastreamento preventivo de massa altamente eficaz. De acordo com o ginecologista Dr. Dalton Ferreira, cooperado da Unimed Cuiabá, essa ausência de métodos de triagem padrão dificulta a detecção precoce. “Não existe um exame eficaz para rastreamento do câncer de ovário. Os marcadores tumorais, por exemplo, não são indicados para diagnóstico precoce, sendo utilizados principalmente no acompanhamento da doença. Isso faz com que muitos casos sejam identificados já em estágios mais avançados”, esclarece o especialista.

Os sinais da doença são frequentemente sutis e podem ser confundidos com desconfortos gastrointestinais comuns. Entre os sintomas que exigem atenção redobrada quando persistentes estão a dor pélvica, o aumento do volume abdominal, sangramentos atípicos e a sensação de pressão na região pélvica. O médico orienta que, diante desses indícios, é imperativo buscar avaliação profissional para a realização de exames de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética.

Fatores de risco incluem a idade avançada — com maior incidência após a menopausa —, histórico familiar de câncer (ovário, mama ou colorretal) e questões hormonais, como a menarca precoce ou menopausa tardia. Em contrapartida, o uso de contraceptivos orais é apontado como um possível fator de proteção.

Para enfrentar essa realidade, instituições como a Unimed Cuiabá têm estruturado redes de apoio especializadas. A cooperativa oferece a Jornada do Paciente Oncológico (JPO), que integra desde a prevenção até o tratamento, baseando-se nas diretrizes do Projeto OncoRede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Além disso, a Rede de Cuidados Continuados (RCC) proporciona suporte paliativo com equipes multiprofissionais, garantindo assistência integral e humanizada tanto no ambiente clínico quanto em domicílio, visando o controle de sintomas e a preservação da qualidade de vida das pacientes e seus familiares.

Fonte: G1 Mato Grosso

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