Alerta na Saúde: Casos de câncer de mama crescem 79% entre mulheres jovens, aponta especialista da Unimed Cuiabá

Alerta na Saúde: Casos de câncer de mama crescem 79% entre mulheres jovens, aponta especialista da Unimed Cuiabá

O cenário epidemiológico do câncer de mama no Brasil apresenta transformações significativas, com um crescimento expressivo de diagnósticos entre mulheres jovens. De acordo com a Dra. Tabata Natashe Vicente Machado, mastologista e ginecologista obstetra da Unimed Cuiabá, houve um aumento de aproximadamente 79% nos casos em mulheres na faixa etária dos 26 aos 30 anos. O alerta foi feito durante entrevista ao Unicast, onde a especialista destacou a necessidade urgente de revisão de hábitos de vida e ampliação do autocuidado.

Historicamente associada a pacientes mais idosas, a doença agora atinge mulheres em plena idade reprodutiva e produtiva. A médica explica que essa mudança no perfil clínico está diretamente ligada a fatores de risco modificáveis, como o sedentarismo, a obesidade, o tabagismo e o consumo de álcool. Além disso, transformações socioculturais, como a decisão de engravidar mais tarde ou a opção por não ter filhos, impactam na proteção natural oferecida pela amamentação. “A amamentação traz proteção para a mama e reduz o risco de câncer. Como o cenário hoje é de mulheres engravidando cada vez mais tarde ou optando por não ter filhos, esse fator de proteção acaba ficando de lado”, pontuou a Dra. Tabata.

Um dado relevante apresentado pela especialista é que a genética não é a principal causa da doença, sendo responsável por apenas 5% a 10% dos casos. A prevenção, portanto, passa obrigatoriamente pela adoção de uma dieta equilibrada, rica em alimentos naturais e livre de ultraprocessados, além da prática regular de exercícios físicos desde a infância. O autoconhecimento também desempenha papel crucial: a identificação de alterações como nódulos, manchas ou retrações na pele deve motivar a busca imediata por auxílio médico.

O diagnóstico precoce continua sendo a ferramenta mais eficaz contra a mortalidade, elevando as chances de cura para até 100% quando a lesão é identificada em estágio inicial. A Dra. Tabata reforça que o Outubro Rosa serve como um lembrete vital para que a mulher priorize sua saúde integral, muitas vezes negligenciada pela rotina exaustiva. Vale destacar que, embora raro, o câncer de mama também acomete homens, representando cerca de 1% dos diagnósticos, o que exige atenção masculina a qualquer alteração na região peitoral.

Fonte: G1 Mato Grosso

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