Alerta de saúde: Sedentarismo cresce entre jovens brasileiros e sobrecarrega sistema musculoesquelético

O sedentarismo consolidou-se como um dos maiores desafios globais de saúde pública, sendo responsável por aproximadamente 5 milhões de óbitos anuais em todo o mundo. No Brasil, a situação é alarmante: o país ocupa a quinta posição no ranking de sedentarismo na América Latina, com a inatividade física vinculada a cerca de 300 mil mortes por ano. Diante deste cenário, especialistas alertam para uma inversão preocupante, onde os jovens apresentam níveis crescentes de inatividade, enquanto a população idosa busca cada vez mais o movimento para garantir autonomia.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 84% dos jovens brasileiros são sedentários. Globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que 80% dos adolescentes entre 11 e 17 anos não atingem as metas mínimas de exercícios. De acordo com o médico George Salvador, especialista em medicina do exercício e do esporte da Unimed Cuiabá, essa realidade já reflete nos consultórios por meio de queixas precoces. “O sedentarismo deixou de ser apenas um fator de risco cardiovascular e passou a ser também um problema musculoesquelético importante. Hoje observamos jovens com dores crônicas, perda de mobilidade, alterações posturais e comprometimento funcional das articulações”, explica o especialista.
A dependência tecnológica agrava o quadro, com o uso excessivo de dispositivos eletrônicos gerando problemas na coluna cervical e lombar. Além disso, a falta de movimento compromete a produção de energia celular e favorece processos inflamatórios. Por outro lado, o público acima dos 60 anos tem liderado a busca por exercícios focados na manutenção da independência e prevenção de quedas. O treinamento de força nesta faixa etária é essencial para a saúde óssea e mental.
O especialista também alerta para o conceito de "sedentário ativo" — pessoas que se exercitam por curto período, mas permanecem sentadas o restante do dia. “É como desprezar organicamente a atividade que fez no dia. O exercício não anula o sedentarismo. É preciso ser regular com ‘pausas ativas’ durante o dia”, afirma Dr. George. Para combater esses índices, a Unimed Cuiabá promove o programa Movimente-se, oferecendo atividades físicas gratuitas e orientadas em parques como o Mãe Bonifácia e o Parque das Águas, incentivando a mudança de hábitos para garantir longevidade com qualidade.
Fonte: G1 Mato Grosso
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