Agente da PF investigado por intimidação na UFMT apresenta atestado e adia depoimento

Agente da PF investigado por intimidação na UFMT apresenta atestado e adia depoimento

A Corregedoria da Polícia Federal em Mato Grosso instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar a conduta de um agente da corporação que teria intimidado alunos no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O servidor, que é pai de um estudante investigado pela criação de uma lista com nomes de mulheres classificadas como "estupráveis", apresentou um atestado médico e está afastado das funções, o que resultou no adiamento de seu depoimento. Durante as diligências iniciais, a arma de fogo do policial foi preventivamente recolhida pela instituição.

O incidente ocorreu após a circulação de mensagens em grupos de redes sociais contendo um "ranking" misógino e violento contra estudantes da universidade. Segundo informações da UFMT, o agente da PF esteve no campus alegando que seu filho estaria sofrendo ameaças de outros alunos devido ao envolvimento no caso. Registros de câmeras de segurança mostram o homem circulando pelos corredores da instituição portando uma mochila e um objeto na cintura. A presença do servidor gerou um clima de insegurança, levando a universidade a suspender temporariamente as aulas presenciais e adotar o regime remoto por tempo indeterminado em cursos afetados.

A Superintendência Regional da Polícia Federal informou, por meio de nota oficial, que todas as medidas administrativas cabíveis foram adotadas e que a instituição preza pela ética e pela conduta funcional de seus membros. O depoimento do agente à Corregedoria deve ocorrer assim que o período de licença médica for encerrado. Além da investigação interna da PF, o caso também é acompanhado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

O Ministério Público concedeu um prazo de cinco dias para que a Reitoria da UFMT detalhe as providências internas tomadas em relação às denúncias de incitação ao crime e violência de gênero. Representantes do Centro Acadêmico de Direito e do Diretório Central dos Estudantes (DCE) também foram acionados para fornecer provas e documentos que auxiliem na apuração. "A situação deixou estudantes e familiares preocupados com a segurança dentro do campus", informou a universidade, destacando que o diretor da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (Faet) acompanhou os alunos intimidados para o registro formal da ocorrência policial.

Fonte: G1 Mato Grosso

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