Advogada é investigada por suposta entrega de drogas e carregadores em unidade prisional de Mato Grosso

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (27), uma operação para cumprir mandados judiciais contra uma advogada suspeita de facilitar a entrada de materiais ilícitos em uma unidade prisional. A investigação aponta que a profissional teria entregue entorpecentes e acessórios de comunicação a um detento na Cadeia Pública de Campo Novo do Parecis. Ao todo, foram executados três mandados, sendo dois de busca e apreensão e um de quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Tangará da Serra. O cumprimento das medidas ocorreu no município de Sapezal, local onde a investigada reside e mantém suas atividades profissionais. Durante a ação policial, as equipes apreenderam um aparelho celular, um notebook e diversos dispositivos de armazenamento digital, que agora passarão por perícia técnica.
O inquérito policial teve início no primeiro semestre deste ano, após uma ocorrência registrada na unidade prisional. Na ocasião, policiais penais realizaram um procedimento de revista de rotina e localizaram, com um dos custodiados, uma porção de substância análoga à maconha e dois carregadores de telefone celular. A suspeita sobre a advogada recaiu devido ao fato de os itens terem sido encontrados imediatamente após um atendimento jurídico prestado por ela ao preso em questão.
Com os indícios colhidos durante a fase preliminar, a autoridade policial representou pelas medidas cautelares, que foram prontamente deferidas pelo Poder Judiciário. O objetivo da apreensão dos equipamentos eletrônicos é identificar possíveis comunicações que comprovem a participação da advogada no esquema, além de verificar se há outros envolvidos na logística de entrada de materiais proibidos no presídio.
Até o fechamento desta reportagem, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT) não havia se manifestado oficialmente sobre o caso ou sobre as medidas disciplinares que podem ser aplicadas à profissional diante das graves suspeitas. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.
Fonte: G1 Mato Grosso
Alerta da Serra MT