Ação policial em Aripuanã encerra cárcere privado e resulta na prisão de suspeitos de tortura

Ação policial em Aripuanã encerra cárcere privado e resulta na prisão de suspeitos de tortura

Uma operação da Polícia Militar resultou na prisão de dois jovens, de 22 e 26 anos, suspeitos de manter um homem sob cárcere privado e tortura em Aripuanã, no interior de Mato Grosso. A ação ocorreu no último sábado (06), após as autoridades receberem denúncias anônimas indicando que a vítima, um homem de 30 anos, estava sendo submetida a agressões físicas por membros de uma organização criminosa em um estabelecimento comercial da cidade.

Ao chegarem ao local indicado, os policiais militares encontraram a vítima amarrada com cordas e apresentando diversas lesões pelo corpo. Segundo o boletim de ocorrência, os dois suspeitos estavam presentes no bar e reagiram de forma agressiva à abordagem policial. Um dos indivíduos chegou a tentar agredir fisicamente um dos agentes antes de ser devidamente imobilizado e detido pelas equipes de segurança.

Em depoimento, a vítima relatou que estava consumindo bebidas alcoólicas em outro estabelecimento quando foi abordada e levada à força pela dupla. Durante o período de cárcere, o homem afirmou ter sofrido constantes ameaças de morte, enquanto os criminosos mantinham contato telefônico com outros integrantes da facção. No local das agressões, a polícia apreendeu um alicate e um canivete, instrumentos que teriam sido utilizados nas sessões de tortura, além de porções de maconha, cocaína e três aparelhos celulares.

A vítima foi prontamente resgatada e encaminhada para unidades de saúde para receber o atendimento médico necessário. Os suspeitos foram conduzidos à delegacia e permanecem à disposição da Justiça. Este episódio ocorre em um contexto de alerta na região, visto que, apenas três dias antes, o município registrou um crime com características semelhantes. No caso anterior, a jovem Ana Beatriz Silva Lopes, de 22 anos, foi encontrada sem vida em uma boate local após ser sequestrada e torturada. A Polícia Civil segue investigando ambos os casos para apurar as motivações e identificar outros possíveis envolvidos nas atividades criminosas na localidade.

Fonte: G1 Mato Grosso

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