Ação policial com uso de câmeras corporais resgata vítimas de tortura e prende sete suspeitos em Mato Grosso

Uma operação precisa da Polícia Militar resultou na libertação de três pessoas que eram mantidas em cárcere privado e sofriam tortura em uma residência no município de Porto Esperidião, localizado a 358 km de Cuiabá. A ação, ocorrida no último domingo (20), foi registrada por câmeras corporais acopladas ao uniforme dos agentes, evidenciando o momento em que as vítimas foram encontradas e os suspeitos capturados. Ao todo, sete indivíduos — seis homens e uma mulher — foram presos em flagrante sob a acusação de envolvimento no sequestro e em atividades de organização criminosa.
As imagens captadas pelo equipamento de segurança mostram a agilidade da guarnição durante a abordagem. No registro, é possível visualizar dois suspeitos tentando evadir-se do local saltando muros, mas sendo prontamente interceptados e rendidos pelos militares. No interior do imóvel, o cenário encontrado era de extrema gravidade: uma das vítimas foi localizada sentada em uma cadeira, com as mãos amarradas para trás. No local, a polícia apreendeu um arsenal de objetos utilizados para a coação, incluindo facas e arames, além de porções de entorpecentes.
A intervenção policial teve início após a denúncia de uma mulher, que relatou o sequestro de seu marido em frente à residência do casal. De acordo com os depoimentos colhidos após o resgate, as vítimas foram submetidas a agressões físicas e psicológicas. Os criminosos, supostamente ligados a uma facção atuante na região, alegavam que o grupo estaria envolvido em um suposto furto de drogas pertencentes à organização, utilizando o cárcere como forma de retaliação e cobrança.
Os sete detidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, onde foram autuados e permanecem à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil de Mato Grosso assumiu a condução das investigações para apurar o envolvimento de outros possíveis integrantes no esquema criminoso e detalhar a dinâmica das atividades ilícitas do grupo na região de fronteira. O material apreendido passará por perícia para subsidiar o inquérito policial.
Fonte: G1 Mato Grosso
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