Ação da Polícia Civil resulta na prisão de homem por crimes sexuais contra sobrinhas em Sorriso

A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou a prisão em flagrante de um homem de 38 anos, nesta quarta-feira (5), sob graves acusações de exploração sexual, estupro de vulnerável e produção de pornografia infantil na cidade de Sorriso. O caso foi revelado após duas irmãs, de 6 e 12 anos, tomarem a iniciativa de enviar mensagens de socorro para um número telefônico aleatório, na esperança de que algum desconhecido pudesse intervir e denunciar os abusos cometidos pelo próprio tio das vítimas.
A denúncia formal chegou ao conhecimento da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis (DEDMV) de Sorriso na noite anterior à prisão. Uma testemunha compareceu à unidade policial relatando ter recebido mensagens de um remetente desconhecido contendo evidências das investidas do suspeito. Segundo as investigações, o indivíduo utilizava recompensas, como doces e presentes, para aliciar as crianças e solicitar fotos e vídeos de cunho íntimo. Em um dos métodos de persuasão, ele chegava a oferecer o que chamava de "morango do amor" para atrair as vítimas.
Durante a escuta especializada realizada na delegacia, acompanhada pela genitora, as crianças detalharam a dinâmica dos crimes. A irmã mais velha, de 12 anos, revelou que os abusos ocorriam desde que ela tinha apenas 9 anos de idade. Os relatos indicam que o suspeito enviava vídeos pornográficos às menores e, após receber o material solicitado, apagava as conversas para eliminar vestígios. As vítimas confessaram que o medo as impediu de relatar a situação aos pais anteriormente.
A operação policial culminou na detenção do suspeito em sua residência, onde seu aparelho celular foi apreendido para perícia técnica. O histórico do investigado revelou uma reincidência preocupante: em 2019, já havia sido registrado um boletim de ocorrência contra ele por estupro de vulnerável, tendo como vítima sua então enteada. Diante da gravidade dos fatos e do risco à ordem pública, a Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. As investigações prosseguem para identificar possíveis novas vítimas e verificar se o material produzido era compartilhado com terceiros.
Fonte: G1 Mato Grosso
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