Ação contra jacaré símbolo do Parque das Águas gera polêmica e alerta para crimes ambientais em Cuiabá

Um episódio de maus-tratos contra a fauna silvestre gerou indignação entre frequentadores do Parque das Águas, em Cuiabá, após a circulação de um vídeo nas redes sociais. As imagens registram o momento em que um grupo de três homens tenta remover, de forma inadequada e agressiva, o jacaré conhecido carinhosamente pela população como "Celso". Durante a ação, um dos indivíduos utiliza um pedaço de madeira para cutucar e afastar o réptil da área onde se encontrava.
Nas gravações feitas por testemunhas, é possível observar o homem se aproximando do animal e utilizando o objeto para forçar sua movimentação. Em resposta à investida, o jacaré chega a erguer a cabeça, mas mantém uma postura não agressiva, permanecendo no local apesar da provocação. O animal é uma figura icônica do parque, vivendo há anos na região e sendo frequentemente avistado próximo à pista de caminhada, sem que jamais tenha havido registros de ataques a visitantes.
Em posicionamento oficial, a Prefeitura de Cuiabá esclareceu que não possui qualquer intenção de retirar o animal de seu habitat natural. A administração reforça que a convivência harmônica é a norma no local, citando como exemplo um registro recente, ocorrido em julho, no qual o jacaré "Celso" foi filmado circulando tranquilamente ao lado de um grupo de capivaras, evidenciando seu comportamento pacífico no ecossistema urbano.
Especialistas e autoridades ambientais alertam para os perigos e a ilegalidade de tais atos. A orientação fundamental é jamais tocar, provocar ou tentar espantar animais silvestres por conta própria. É importante destacar que perturbar a fauna silvestre configura crime ambiental, conforme estabelecido no artigo 29 da Lei nº 9.605/98. Os infratores estão sujeitos a penas que variam de seis meses a um ano de detenção, além do pagamento de multas proporcionais à gravidade da conduta.
Para garantir a segurança tanto da população quanto dos animais, a recomendação oficial é que, ao avistar espécimes em áreas públicas, os cidadãos mantenham uma distância segura e acionem imediatamente os órgãos ambientais competentes para o manejo adequado, evitando intervenções diretas que possam colocar em risco a integridade física de todos os envolvidos.
Fonte: G1 Mato Grosso
Alerta da Serra MT